O que será que falta na educação dos adolescentes masculinos?

Olá leitores! Olá leitoras!

Edição n° 6 – Agosto de 2014

No Dia dos Pais, caberia esta pergunta? Uma entrevista recente sobre “Combate a Corrupção” o Exmo. promotor Livianu cita exemplos que filhos ao verem pais fazendo trapaças na frente deles (“o jeitinho” e outras modalidades…), portanto, aprendem os atos corruptivos aprendem com eles.

Obviamente que há uma exposição a vários fatores no dia-a-dia além do exemplo de paternidade, há outros acessos a outros tipos de pessoas já habituadas a outras modalidades não-legais, e, exemplos que advém de reportagens, documentários, novelas, e, principalmente, via Internet, além da velocidade da comunicação via celular, e, dizem os especialistas em educação, como o vício em games violentos, dentre outros com acessos tais como bebidas alcoólicas e outros insumos nocivos á suade mental, e liberação psicológica exacerbada, associados principalmente, a falta de diálogo, o “bate-papo amigo” com o pai principalmente, modelo masculino, que modela um menino e adolescente, aquele “paizão” que todos têm orgulho de ter, e com ele querem se parecer muito.

Um dia destes observei um pai em uma lanchonete que conversava com seu filho, ouvia-o, e o aconselhava, tomavam guaraná e o garoto por volta dos seus 14 anos comia um lanche “fast food”, o pai, mais perguntava e ouvia, do que falava, de quando em vez explicava porque isto não poderia continuar, ou “ótimo, isto foi legal o que você fez”, enfim, incentivava a atitude. Não podia ouvi-los muito bem, mais fácil quando o pai falava, mas podia disfarçadamente perceber a dinâmica pai e filho. Por fim, ao se despedirem o pai abraçou carinhosamente o filho, o qual disse ao beijar-lhe as mãos, “benção pai”, que lhe respondeu “Deus te abençoe!, e deu-lhe um beijo na fronte, afagando a cabeça do garotão, abriu uma carteira na bolsa, e entregou-lhe uma nota de cinco reais, e falou, quando tiver sede tome um guaraná e pense no que pai explicou para você hoje. Agora terminou o intervalo, tenho que voltar para trabalhar, volte na semana que vem vamos nos encontrar aqui, cuidado ao sair com os colegas, e a noite na escola e nas ruas, não chegue muito tarde, cuide bem de sua mãe e de seus irmãos enquanto eu trabalho. Sim pai! E, saiu correndo feliz como garotos de sua idade fazem. Emocionei-me, sem dúvida, ali estava um grane pai, com suas roupas simples em um intervalo de trabalho, tomando um lanche simples com seu adolescente (talvez o mais velho). Um pai que dava amor, atenção, bons conselhos, sabia ouvir, e, abençoar, dar orientação para cuidar da mãe de os irmãos enquanto ele trabalhava, e que se cuidasse muito ao sair com colegas e a noite ao voltar da escola, e ali estava um garotão feliz, tinha um pai que o amava, e lhe deu R$ 5,00 comprar um guaraná quando tivesse sede, porque o pai o presenteara.

Um fato singelo de amor paternal, do mundo real, que ainda é possível, mas o que está acontecendo com outros adolescentes, quase meninos, que os links abaixo revelam a crueldade deles, e o descaso com as outras pessoas? Quais são os motivos e exemplos que os levaram a estragar a própria adolescência, juventude? Somente as mães são culpadas pela má educação deles, e o resultado trágico da vida deles? São responsáveis os homens da família? Pais, irmãos, tios, avós, parentes em geral, vizinhos, algum amigo da família, professores, educadores? Grupos religiosos, Ongs que atuam com a atendimento aos adolescentes, as autoridades? Enfim quantos homens rodeiam meninos adolescentes, e que poderiam de algum modo, dar-lhes uns minutos de atenção, uma vez por semana que fosse, para ouvi-los orientá-los, não deixarem-nos sozinhos ao mundo nocivo da vida. Onde estão homens voluntários, e lideranças de grupos empresariais que poderiam trabalhar com suas circunvizinhanças orientando-os e aprimorando-lhes a moral, a consciência humana, o respeito a vida humana, além das consequências nocivas em atos que estragarão toda a liberdade deles enquanto existirem? Se é a mídia culpada pelos programas nocivos que sejam punidos e impedidos, não é “liberdade de expressão em horários livres ensinar certa liberdades, que não são de expressão e nem de licença poética” a vulgaridade das emoções humanas em qualquer horário leva a confusão mensal e emocional dos jovenzinhos. É preciso mais rigor dos Ministérios Públicos, há os direitos humanos desses meninos adolescentes em serem conduzidos para uma situação educativa de prevenção, extensiva aos pais omissivos, com debates nas escolas e igrejas etc., com autoridades orientando-os, enfim de algum modo alguém que tenha sentimento de BOM PAI SOCIAL, faça alguma coisa. E urgente!…

Leia e compreenda o meu apelo. Um abraço aos pais sociais e a missão louvável.

Com esta reflexão trazemos esta edição com informações que poderão ser interessantes ou poderão servir para debates e orientações, muito grata, fraternal abraço, Elisabeth Mariano.

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