Crise do mercado de trabalho pode persistir pelos próximos dois anos na américa Latina e no Caribe

4 fevereiro 2022

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

OIT estima que região abriu 2022 com 28 milhões de desempregados; total corresponde a uma taxa de 9,6%; maior parte dos que estão sem trabalho são mulheres; relatório destaca aumento de pessoas no setor informal.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, prevê que a crise do mercado e trabalho na América Latina e no Caribe se estenda pelos próximos dois anos.

A agência sublinha que o crescimento econômico observado em 2021 não foi suficiente para recuperar os milhões de empregos perdidos durante a pandemia.

Referência

A estimativa é que a taxa de desemprego na região no ano passado possa ter ficado em 9,6%, o que representa uma melhora em relação aos 10,6% alcançados em 2020.

A agência lembra, no entanto, que em 2019 houve um retrocesso de 8%. O índice é usado como referência para calcular o impacto dos dois anos da pandemia.

MAIORIA DOS DESEMPREGADOS SÃO MULHERES

A perspectiva do relatório Visão Geral do Trabalho 2021, América Latina e Caribe é que o crescimento econômico seja muito menor em 2022, pouco acima de 2%.

Esta evolução indicaria de forma clara que a região levará mais tempo para sair da crise provocada pela Covid-19.

“Comorbilidades sociais”

O diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe ressalta que a pandemia teve um impacto mais severo por causa de “questões sociais como informalidade e desigualdade”.

Vinícius Pinheiro acrescentou que quando a crise começou, estes fatores “contribuíram para a perda de empregos e renda, sem regimes de proteção social adequados para sustentar as pessoas em um momento tão difícil”.

Ele ressaltou que, deste modo, as perspectivas trabalhistas “são incertas”. A “persistência de infecções devido à pandemia e a perspectiva de crescimento econômico medíocre este ano podem prolongar a crise do emprego.”

ESTIMATIVA É QUE A TAXA DE DESEMPREGO NA REGIÃO NO ANO PASSADO POSSA TER FICADO EM 9,6%

Calcula-se que em torno de 4,5 milhões dos 49 milhões de empregos perdidos entre o final de 2019 e o segundo trimestre de 2020 ainda não tenham sido recuperados.

Desempregados

A maioria dos desempregados são mulheres, segundo o relatório. A taxa média de desemprego para o grupo permaneceu estável durante a pandemia, situando-se em 12,4%.

A OIT destaca que a informalidade também vem crescendo. Entre 60% e 80% dos empregos recuperados até o terceiro trimestre de 2021 eram informais. Metade das pessoas ocupadas está na informalidade.

O relatório ressalta a existência de cerca de 28 milhões de desempregados na região no início de 2022.

(Fonte: https://news.un.org/pt/story/2022/02/1778942, data de acesso: 14/02/2022)

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