Perseguição Política

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA: A velha tradição colonial

Autor: SCM Advogados

9 de agosto de 2019

Em diversos momentos de nossa história passamos por períodos em que as liberdades individuais de expressão, o pluralismo político ou a manifestação de pensamento estiveram restritas.

“Se tanto tenho de esperar à Porta do Paraíso, prefiro ir ao Inferno!”.

Por essa frase, André Gavião, há mais de 400 anos, foi investigado e processado pelo Tribunal de Inquisição em Portugal. Era mais uma manhã de domingo e uma multidão se reunia em frente à igreja de Nossa Senhora de Ilhéus, esperando que a missa começasse. O padre insistia em não chegar e num momento de estresse André Gavião esbravejou: “Se tanto tenho de esperar à Porta do Paraíso, prefiro ir ao Inferno !”.

Os registros de seu processo não esclarecem se ele foi ou não condenado e qual teria sido sua pena. Mas o fato de ter sido investigado por essa frase já diz muito sobre o clima de repressão da época.

Um dos momentos mais graves de nossa história ocorreu durante a ditadura militar (1694/1985), período que foi marcado por repressão, violência, tortura e morte de quem se opunha ao “governo”.

Com o fim do período ditatorial e o início da redemocratização, a Constituição Federal de 1988 foi estabelecida, visando efetivar as garantias individuais e sociais.

Contudo, mesmo decorridos 30 anos da promulgação de nossa Carta Constitucional, ainda temos que nos debruçar sobre o tema da perseguição política, que embora no discurso todos a rechacem, na prática esses atos espúrios se apresentam transvestidos de legalidade.

Mas afinal, o que seria perseguição política?

Por obviedade todo e qualquer ato praticado por um agente político que vise: perseguir, reprimir, censurar, prejudicar, coibir, constranger etc., alguém que apresente divergência de idéias, é perseguição política.

Não por acaso o constituinte elencou logo em seu primeiro artigo o pluralismo político como um dos fundamentos que regem a República. Ocorre que não são raras às vezes em que o cidadão, ao manifestar suas idéias, torna-se vítima de perseguição. Isso nada tem a ver com pluralismo, muito menos com política!

Perseguição, corrupção e coronelismo são síndromes de um governo gestado por políticos que relembram os tempos coloniais. É importante frisar o óbvio: no Brasil não adotamos o absolutismo político, visto que o político não é o representante de Deus na terra, mas representante do povo.

Quais os mecanismos jurídicos para evitar esse abuso?

Imediata DENÚNCIA através do Ministério Público para o ajuizamento de Ação Civil de Improbidade Administrativa ou a contratação de Advogado para ajuizamento de Ação Popular /Mandado de Segurança são medidas que se impõem.

Nesse norte, é sabido que perseguições políticas praticadas por detentores de mandatos eletivos infringem de forma cristalina princípios constitucionais, e a legislação vigente, de modo que a perseguição contra cidadãos: servidores públicos ou não, certamente será rechaçada pelo poder judiciário.

Raoni Müller

Advogado

Sócio Fundador da SCM – Advogados Associados

Membro das Comissões de Direito Administrativo e Combate à Corrupção da OAB/DF.

(Fonte: https://scm.adv.br/perseguicao-politica-a-velha-tradicao-colonial/, data de acesso: 12/04/2022)

Remédios constitucionais: o que são, para que servem e tipos

Os remédios constitucionais são instrumentos legais à disposição de todos os cidadãos, a fim de garantir ou proteger direitos de eventuais ilegalidades.

Todos esses mecanismos estão previstos na Constituição Federal e alguns deles possuem, inclusive, leis próprias que os regulamentam.

Diante da importância de cada um deles, elaboramos este artigo para que você entenda quais são os remédios constitucionais e em quais deles é necessário a presença de advogado para ajuizamento. Confira!

O que são remédios constitucionais?

Os remédios constitucionais são instrumentos jurídicos previstos na Constituição Federal, por meio dos quais os cidadãos podem proteger determinados direitos e interesses individuais e fundamentais e impedir ou corrigir ilegalidades ou abuso de poder provenientes de autoridades.

Desta forma, eles são vistos como meios de proteção quando o Estado não cumpre sua obrigação e não garante os direitos fundamentais dos cidadãos.

A previsão desses mecanismos processuais está espalhada em diferentes incisos e artigos pela CF, conforme será demonstrado a seguir.

Para que servem os remédios constitucionais?

Como visto, os remédios constitucionais têm como objetivo proteger direitos e interesses fundamentais dos cidadãos.

A denominação de “remédio constitucional” surge para diferenciar os mecanismos das ações de controle de constitucionalidade, como as ADIn, ADC e ADPF. Enquanto estas controlam aspectos relacionados às normas jurídicas, os remédios constitucionais estão voltados para assegurar aspectos individuais dos cidadãos

Quais são os remédios constitucionais?

Para melhor compreender quais são os remédios constitucionais, listamos todos eles abaixo, com a respectiva previsão legal e principais informações. Confira!

Habeas Corpus

O habeas corpus é uma ação constitucional utilizada sempre que uma pessoa ver o seu direito à liberdade ameaçado ou cessado por uma ilegalidade ou abuso de poder.

Esse remédio constitucional está previsto no art. 5º, inciso LXVIII da CF, que diz:

Art. 5º, inciso LXVIII – conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.

Ele pode ser liberatório, quando alguém já foi privado da liberdade, ou preventivo, quando existe uma ameaça ao direito de ir e vir de um cidadão.

Quanto ao seu cabimento, as hipóteses foram delimitadas no art. 648 do Código de Processo Penal, sendo elas:

Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal:
I – quando não houver justa causa;
II – quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei;
III – quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo;
IV – quando houver cessado o motivo que autorizou a coação;
V – quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza;
VI – quando o processo for manifestamente nulo;
VII – quando extinta a punibilidade.

Vale destacar que o habeas corpus, além de ser gratuito, é o único remédio constitucional que não necessita de advogado para ser impetrado.

Para saber mais sobre essa ação constitucional, leia nosso artigo completo sobre habeas corpus.

Habeas Data

O habeas data é um instrumento constitucional utilizado para garantir o acesso a informações relativas à pessoa do impetrante e que estejam inseridas no banco de dados ou registros de órgãos governamentais ou de caráter público.

Além disso, esse remédio constitucional também pode ser impetrado caso o cidadão deseje retificar algum dos seus dados perante às mencionadas entidades.

Essa ação ganha grande destaque com o advento da Lei Geral de Proteção de Dados, uma vez que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com suas informações sensíveis e sigilosas perante bancos de dados.

A previsão do habeas data está no artigo 5º, inciso LXXII, da Constituição Federal:
LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.

Vale destacar que o habeas data possui regulamentação própria na Lei 9.507/1997.

Para ser impetrado, deve haver prova da tentativa de acesso ou correção de dados de forma administrativa perante o órgão público.

Ademais, essa ação é gratuita e necessita de advogado para ser ajuizada.

Mandado de Segurança

Também faz parte da lista o mandado de segurança.

Esse remédio constitucional tem como objetivo proteger um direito líquido e certo que está sob ameaça ou foi violado por uma autoridade ou órgão público.

Seu cabimento é subsidiário, ou seja, somente será utilizado nos casos em que não for cabível habeas corpus ou habeas data.

Ou seja, é utilizado sempre que um cidadão desejar combater um ato ilegal ou abusivo, que fira algum de seus direitos constitucionais, desde que não seja o direito de ir e vir (liberdade) e o acesso à informação.

Além disso, ele pode ser dividido em individual e coletivo, sendo o primeiro referente a direitos individuais, e o segundo referente a direitos de determinadas entidades.

O mandado de segurança está previsto no art. 5º, incisos LXIX e LXX da Constituição Federal:

LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.

Diferente do habeas corpus e habeas data, o mandado de segurança não é gratuito. Para ser impetrado, é necessário contar com um advogado.

Mandado de Injunção

Outra ação considerada remédio constitucional é o mandado de injunção.

Seu objetivo é fazer valer uma norma constitucional, quando não existir uma lei regulamentando o exercício de um determinado direito fundamental.

Em outras palavras, é um instrumento para legitimar a aplicação da Constituição Federal, como forma de tornar todos os direitos fundamentais exercíveis e acessíveis.

O mandado de injunção está previsto no art. 5º, inciso LXXI, da CF:
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.
Tal qual o mandado de segurança, ele necessita de advogado e não é gratuito.

Ação Popular

A ação popular é o remédio constitucional utilizado para proteger diferentes bens da sociedade, quando estes são objeto de algum ato lesivo da Administração Pública.

Os bens e direitos amparados por essa lei são a moralidade administrativa, o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural.

A ação popular está prevista no art. 5º, inciso LXXIII da Constituição Federal, que diz:
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.

Esse remédio constitucional tem regulamentação própria na Lei 4.717/65, é gratuito e necessita de advogado para ser ajuizado.

Além disso, a lei prevê que quais atos são considerados nulos, a competência para julgamento da referida ação, os sujeitos passivos do processo e todas as etapas do procedimento judicial.

Ação Civil Pública

A ação civil é outro remédio constitucional, que se diferencia no aspecto do seu ajuizamento.

Enquanto para os demais remédios o cidadão pode ajuizar a ação, por meio de advogado, no caso da ação civil pública ele não pode fazê-lo; apenas as entidades indicadas em lei específica podem ajuizá-la.

O objetivo da ação civil pública é proteger direitos difusos e coletivos da sociedade, ou seja, bens que são de interesse de todos os cidadãos ou de grupos específicos. São eles:

  • o meio ambiente;
  • direitos do consumidor;
  • bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
  • interesses difusos ou coletivos;
  • a ordem econômica;
  • a ordem urbanística;
  • a honra e a dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos;
  • o patrimônio público e social.

A possibilidade de ajuizamento da ação civil pública está prevista no art. 129, inciso III, da Constituição Federal, que diz:

Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:
[…]
III – promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;

Mas, vale destacar, não é apenas o Ministério Público que pode ajuizá-la.

A Lei 7.347/85, responsável por regulamentar a ação civil pública, define que o remédio constitucional também pode ser ajuizado pela Defensoria Pública, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, por autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de economia mista, bem como associações que cumprirem os requisitos legais.

Perguntas frequentes sobre remédios constitucionais

O que é um remédio constitucional?

Os remédios constitucionais são instrumentos jurídicos previstos na Constituição Federal, por meio dos quais os cidadãos podem proteger determinados direitos e interesses individuais e fundamentais e impedir ou corrigir ilegalidades ou abuso de poder provenientes de autoridades.

Quais são os remédios constitucionais?

O habeas corpus, habeas data, mandado de segurança, mandado de injunção, ação popular e ação civil pública.

Quais remédios constitucionais são gratuitos?

Os remédios constitucionais gratuitos são o habeas corpus e o habeas data.

Quem pode entrar com remédios constitucionais?

Qualquer cidadão pode ingressar com os remédios constitucionais, com exceção da Ação Civil Pública.

O habeas corpus é o único remédio constitucional que não necessita de advogado; todos os demais precisam da presença do profissional judicialmente.

Conclusão

Diante do exposto, nota-se que os remédios constitucionais são instrumentos de grande valia para os cidadãos, pois contribuem para assegurar diversos de seus direitos fundamentais.

Por outro lado, o tema é de essencial conhecimento, também, para os advogados, visto que para boa parte deles é necessário a presença do profissional para ingressar com a ação.

Autor: Tiago Fachini

Mais de 670 artigos publicados no Jurídico de Resultados

Mais de 100 mil ouvidas no JurisCast e Resumo Jurídico

Especialista em Marketing Jurídico

Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente.

Siga o Tiago Fachini:

Tiago Fachini no Instagram

Tiago Fachini no Youtube

Tiago Fachini no Linkedin

(Fonte: https://www.projuris.com.br/remedios-constitucionais/, data de acesso: 12/04/2022)

Lei com penas mais duras contra crimes cibernéticos é sancionada

Rodrigo Baptista | 28/05/2021, 10h38

A partir desta sexta-feira (28), os crimes cibernéticos como fraude, furto e estelionato praticados com o uso de dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e tablets passarão a ser punidos com penas mais duras. Foi publicada no Diário Oficial da União a Lei 14.155, de 2021, sancionada na quinta-feira (27) pelo presidente Jair Bolsonaro.

A lei, que tem origem no Projeto de Lei (PL) 4.554/2020, do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), foi aprovada pelo Senado no início do mês. O texto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) para agravar penas como invasão de dispositivo, furto qualificado e estelionato ocorridos em meio digital, conectado ou não à internet.

Conforme a nova redação do Código, o crime de invasão de dispositivo informático passará a ser punido com reclusão, de um a quatro anos, e multa, aumentando-se a pena de um terço a dois terços se a invasão resultar em prejuízo econômico. Antes, a pena aplicável era de detenção de três meses a um ano e multa.

A penalidade vale para aquele que invadir um dispositivo a fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do dono, ou ainda instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.

Já se a invasão provocar obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido, a pena será de reclusão de dois a cinco anos e multa. Essa pena era de seis meses a dois anos e multa antes da sanção da nova lei.

Na pena de reclusão, o regime de cumprimento pode ser fechado. Já a detenção é aplicada para condenações mais leves e não admite que o início do cumprimento seja no regime fechado.

Furto qualificado

A lei acrescenta ao Código Penal o agravante do furto qualificado por meio eletrônico, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento similar. Nesse caso, a pena será de reclusão de quatro a oito anos e multa.

Se o crime for praticado contra idoso ou vulnerável, a pena aumenta de um terço ao dobro. E, se for praticado com o uso de servidor de informática mantido fora do país, o aumento da pena pode ir de um terço a dois terços.

Estelionato

O texto inclui no Código Penal que a pena do estelionato será de reclusão de quatro a oito anos e multa quando a vítima for enganada e fornecer informações por meio de redes sociais. Anteriormente o estelionatário — indivíduo que engana alguém e causa prejuízo a essa pessoa para obter vantagem ilícita — podia ser punido com pena reclusão de um a cinco anos e multa.

Assim como no furto qualificado, a pena para estelionato via meio eletrônico é aumentada se for utilizado servidor fora do território nacional ou se o crime for praticado contra idoso ou vulnerável.

Quando o estelionato for praticado por meio de depósito, emissão de cheques sem fundos ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima.

Explosão de casos

Ao apresentar o projeto no ano passado, Izalci Lucas apontou que o Brasil ocupava então o terceiro lugar no ranking mundial em registros de fraudes eletrônicas. Uma das razões, segundo o senador, seria uma legislação branda para punir esse tipo de crime.

“Líderes em segurança contra fraudes lamentam todo o esforço para combater esse tipo de crime enquanto a legislação considerar essa prática como um crime menor, cujas penas são muitas vezes substituídas por penas alternativas”, argumentou o senador.

Depois de passar pela primeira aprovação no Senado, o texto seguiu para a Câmara e retornou com alterações que foram aprovados pelos senadores. O relator, Rodrigo Cunha (PSDB-AL), concordou com o argumentou de Izalci e recomendou a aprovação, que se deu por unanimidade no Plenário do Senado.

“A atual orientação jurisprudencial acaba por estabelecer o império da impunidade em relação a essas fraudes, com grave prejuízo à administração da justiça e à sociedade em geral”, avaliou Rodrigo Cunha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

(Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/05/28/lei-com-penas-mais-duras-contra-crimes-ciberneticos-e-sancionada, data de acesso: 12/04/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/04/tema-perseguicao-politica/

Dia Nacional do Lider Comunitário – 5 de Maio

Dia Nacional do Líder Comunitário é oficialmente celebrado no dia 5 de maio, há 16 anos.

Por: Da Redação – 5 de maio de 2021

Em de 27 de março de 2006, foi instituída a partir do decreto de lei nº 11.287, a data 5 de maio como o Dia Nacional do Líder Comunitário.

Esta data tem como objetivo homenagear a pessoa responsável que faz o intermédio entre a sociedade civil e a gestão pública.

A presença do líder comunitário é de extrema importância nas negociações em busca pelos direitos perante os poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário).

O líder comunitário age seguindo os preceitos básicos dos direitos humanos e da Constituição Federal que rege a sua localidade.

Conheça nossas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/agenciadenoticiasdasfavelas/

Facebook: https://www.facebook.com/agenciadenoticiasdasfavelas

Twitter: https://twitter.com/noticiasfavelas

(Fonte: https://www.anf.org.br/institucional-anf/., data de acesso: 10/04/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/04/dia-nacional-do-lider-comunitario-5-de-maio/

28 de Abril – Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho

O dia 28 de abril foi instituído como Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2003, em alusão aos 78 trabalhadores mortos na explosão de uma mina, Estados Unidos, em 28 de abril de 1969.O dia 28 de abril foi instituído como Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2003, em alusão aos 78 trabalhadores mortos na explosão de uma mina, Estados Unidos, em 28 de abril de 1969.

Em todo o mundo o dia de hoje, 28 de abril, é dedicado à Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho. A data foi instituída em 2003 pela Organização Internacional do Trabalho – OIT como o dia oficial da segurança e saúde nos locais de trabalho. No Brasil, a data é comemorada desde 2006, originada pela Lei 11.121/2005, por iniciativa do deputado federal Roberto Gouveia (PT/SP).

Mais de 270 milhões de pessoas por ano são vítimas de acidentes de trabalho no mundo, segundo a OIT, sendo que cerca de cinco mil morrem todos os dias. Outras 160 milhões sofrem com doenças ligadas ao trabalho. Isso significa custos humanos e econômicos. Entre as vítimas, há crianças exploradas pelo trabalho infantil.

O dia de hoje não é dedicado a festas. Sindicatos, federações, entidades e instituições organizam atividades de conscientização e protestos contra a falta de investimento dos empresários em segurança e saúde. Nem mesmo as normas básicas são cumpridas e, como resultado, milhões de vidas são colocadas em risco todos os dias.

(Fonte: https://sinait.org.br/site/noticia-view?id=3126%2Fdia-mundial-em-memoria-das-vitimas-de-acidentes-de-trabalho#:~:text=O%20dia%2028%20de%20abril,28%20de%20abril%20de%201969, data de acesso: 10/04/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/04/28-de-abril-dia-nacional-em-memoria-das-vitimas-de-acidentes-e-doencas-do-trabalho/

Boletim Epidemiológico 002/2021

Divisão de Saúde do Trabalhador – DSAT

ACIDENTES DE TRABALHO

SETEMBRO/2021

Semanas Epidemiológicas: 01 a 53/2020 – 01 a 38/2021

Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2021.

Introdução

As condições e processos de trabalho precários continuam sendo a principal causa de morte entre os trabalhadores. Estima-se que 2% da população mundial, em média por ano, são acometidos por algum tipo de morbidade devido à atividade que exercem profissionalmente em condições inadequadas.

Calcula-se que, a cada ano, ocorram 2,34 milhões de mortes por acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. Destas, 321 mil (14%) ocorreram por acidentes, sendo 2,02 milhões de mortes restantes (86%) por diversos tipos de doenças relacionadas ao trabalho.

Estima-se que, das 6.300 mortes diárias relacionadas ao trabalho, 5.500 são consequência de distintos tipos de enfermidades profissionais.

A Política Nacional de Saúde do Trabalhador, pela Portaria GM/MS n° 1823/2012,2 tem por finalidade definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observados no Sistema Único de Saúde (SUS), para o desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na vigilância, visando à promoção e a proteção da saúde. Alinha-se com o conjunto de políticas de saúde no âmbito do SUS, considerando a transversalidade das ações de saúde do trabalhador e o trabalho como um dos determinantes do processo saúde-doença.

Todos os trabalhadores, homens e mulheres, independentemente de sua residência, urbana ou rural, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, formal ou informal, de seu vínculo empregatício, público ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, cooperativado, aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado ou desempregado são sujeitos desta Política.

Segundo o art. 19 da Lei 8213/91, “Acidente do trabalho é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Para fins de notificação, a definição de acidente de trabalho, dada pela Nota Informativa MS nº94/2019, é a seguinte:

Todo os casos de acidente de trabalho por causas não naturais compreendidas por acidentes e violências (Capítulo XX da CID-10 V01 a Y98), que ocorrem no ambiente de trabalho ou durante o exercício do trabalho quando o trabalhador estiver realizando atividades relacionadas à sua função, ou a serviço do empregador ou representando os interesses do mesmo (Típico) ou no percurso entre a residência e o trabalho (Trajeto) que provoca lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar a perda ou redução temporária ou permanente da capacidade para o trabalho e morte.

Orientações sobre acidentes simples

A DSAT/SES-RJ recomenda o preenchimento da notificação dos Acidentes Simples com o código CID 10 – X58.

Os Acidentes de Trabalho Simples (X58), assim como os acidentes graves, deverão ser notificados na ficha única de Acidente de Trabalho (Y96) de acordo com a nova definição da Nota Informativa nº 94/2019 do DSASTE/SVS/MS.
Recomendamos que o referido código X58 seja assinalado no campo 54(Código da Causa do Acidente – V01 a Y96) para diferenciar o nível de gravidade dos agravos.

Igualmente, para as doenças e agravos relacionadas ao trabalho (DART), de notificação sentinela, orientamos que quaisquer serviços da Rede de Atenção à Saúde devem realizar a notificação, de acordo com a Resolução SES 1864/2019.

(Fonte: https://www.saude.rj.gov.br/comum/code/MostrarArquivo.php?C=NDUxNDg%2C, data de acesso: 11/04/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/04/boletim-epidemiologico-002-2021/

Brasil é 2º país do G20 em mortalidade por acidentes no trabalho

“Estima-se que doenças e acidentes do trabalho produzam a perda de 4% do PIB global a cada ano. No caso do Brasil, esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 300 bilhões, considerando o PIB de 2020”, afirmou Luís Fabiano de Assis, procurador do MPT e cientista de dados.

Entre as ocupações mais informadas nos registros estão: técnicos de enfermagem (9%), faxineiros (5%), auxiliares de escritório (3%), vigilantes (3%), vendedores de comércio varejista (3%) e alimentadores de linha de produção (3%)…. continua…

(Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/05/01/brasil-e-2o-pais-do-g20-em-mortalidade-por-acidentes-no-trabalho.ghtml, data de acesso: 11/04/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/04/brasil-e-2o-pais-do-g20-em-mortalidade-por-acidentes-no-trabalho/

Já sabe como pode promover melhor a sua saúde, e a qualidade de sua vida?

26 de Março – Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia
01 de Abril – Dia da Abolição da Escravidão dos Índios
06 de Abril – Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz
11 de Abril – Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson


Muitos estudos atualmente buscam as diferenças e semelhanças entre homens e mulheres nas questões de práticas e resultados de performance nos esportes.

Decididamente elas buscam aprimorar-se cada vez mais, e, muitas além do possível, se preparam para cada vez mais obter êxitos pessoais e nos grupos esportivos a que pertencem.

Uma boa leitura e compreensão para estes fenômenos está no artigo de autoria do Exmo. Prof. Dr. Turibio Barros, sob o título: Diferença da genética entre homens e mulheres influencia nas atividades

O que pode ser diferente está no tempo dedicado, e, nas responsabilidades a mais com os familiares que as mulheres possuem… assim, dispõe menor tempo de treinamentos também…nas questões de competições com viagens, “perturba a ausência na família!”

Quando um casal é desportista estão aliados não só nas áreas de esportes, mas, um ajuda outro a melhorar desde todas as formas de aproveitar melhor o tempo, até aprimorar-se mais.

Não é necessário pensar apenas em competições em formato profissionais. Estarem aliados e alinhados em viver melhor com mais saúde e elegância, é riqueza esportiva.

Criar-se um modelo de “tabela de atividades X resultados alcançados” é sensacional!

Enfim, aí estão as possiblidades e parcerias em torno dos esportes, para que ambos se auto ajudem em treinamentos, e, curtam seus campeonatos em “viver sempre melhor!”.

Aproveitem a data de 6 de abril e promovam palestras e demonstrações de esportes!

06 DE ABRIL – DIA INTERNACIONAL DO ESPORTE PARA O DESENVOLVIMENTO E PELA PAZ

06 DE ABRIL – DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO PELA PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

Nosso agradecimento aos apoios e incentivos. Fraternal abraço de Elisabeth Mariano e equipe.

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/03/ja-sabe-como-pode-promover-melhor-a-sua-saude-e-a-qualidade-de-sua-vida/

Entrevista com o Detetive Particular e Perito Forense Prof. Marcelo Carneiro de Souza

Perfil do Detetive Particular e Perito Forense Prof. Marcelo Carneiro de Souza

Prof. Marcelo Carneiro de Souza

Prof. Marcelo Carneiro de Souza

Diretor- Instrutor da MCS DETETIVES E PERITOS – CNPJ:16.618.406/0001-72

Autor do livro: O DETETIVE, O DIREITO E A PERÍCIA (MCS Detetives e Peritos Editora)

GRAFOTÉCNICA – DOCUMENTOSCOPIA – ÁUDIO – VÍDEO – DATILOSCOPIA – ACIDENTES DE
TRÂNSITO – BALÍSTICA – AVALIAÇÃO DE CENA DE LOCAL DE CRIME – INCÊNDIOS

  • Formado em Direito- Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas
  • Curso de Investigações Civis e Criminais- Instituto Bechara Jalkh- Reg. 00249
  • Curso de Perícias Criminais e Perícia Judicial – Portal Educação
  • Curso de Investigação Criminal e Instauração da Ação Penal – FGV
  • Curso de Tecnologia Criminalística – FASULMG
  • Curso de Criminalística – Educational Corporation – Orlando – Flórida/EUA
  • Curso de Perícia Extrajudicial/Judicial – Centro Educacional de Lisboa/Portugal
  • Curso de Criminologia e Criminalística- EUROINNOVA/Espanha
  • Curso de Linguística- Profª Edna Souza e Curso de Acústica da Voz- Faculdade Unyleya
  • Curso de Edição de Imagens- PAROLE Fonoaudiologia Clínico-Científica
  • Curso de Análise Acústica da Fala- PAROLE Fonoaudiologia Clínico-Científica
  • Curso de Prosopografia Forense- PAROLE Fonoaudiologia Clínico-Científica
  • Pós-Graduação em Criminalística – Faculdade Unyleya
  • Membro da USAPI – Associação dos Investigadores Profissionais dos EUA – Id.50601
  • Membro da W.A.D./EUA – Associação Mundial dos Detetives – Id. 1146
  • Filiado a ANADIP do Brasil / ADB / Consultor Técnico da Comissão Nacional dos
  • Detetives do Brasil / Membro do INPAT Forense – RM 0084/2021
  • Premiado: Associação Brasileira de Liderança e Latin American Quality Institute
  • Prêmio News- 2017 e 2018- Jornal Detective News
  • Moção de Honra ao Mérito- Casa Condal de São Pedro de Viseu
  • Moção de Agradecimento- Association Portuguese Bombeiros de Portugal
  • Moção Oficial de Agradecimento- Lacerda Detective Bureau
  • Diploma de Responsabilidade Social Pró-Menor 2019- Instituto Pró-Menor do Brasil
  • I Prêmio Edmond Locard do Brasil
  • Palestrante, Colunista de sites e Autor de 08 (oito) Obras Literárias
  • PRESIDENTE DA ABCCRIM- RJ- Academia Brasileira de Ciências Criminais
  • Membro da Associação dos Peritos Judiciais de São Paulo/APEJESP – Registro nº 1727
  • Perito Cadastrado no Tribunal de Justiça do Estado – RJ (todas as comarcas)

Livros:

Contatos:

Av. Nossa Senhora de Copacabana, 599 sala 605-Copacabana/RJ – Cep:22050-002

Tel. (21)3269-7251 – Cels/24h: (21)99385-6105 / 98912-3962 – Petrópolis: (24)99209-6014

E-mail: especialista.criminalistica@gmail.com

Linktree: https://linktr.ee/peritoedetetivemarcelocarneiro

Prof. Marcelo Carneiro de Souza

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da TV ESPAÇO HOMEM, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/03/entrevista-com-o-detetive-particular-e-perito-forense-prof-marcelo-carneiro-de-souza/

Tema: Discriminação

Discriminação

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte:
“Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública”
Discriminação ou Preconceito
por ACS — publicado há 6 anos
Inicialmente, a lei foi elaborada para a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e ficou conhecida como lei do racismo, mas a lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, acrescentou os termos etnia, religião e procedência nacional, e ampliou a proteção da lei para vários tipos de intolerância.
As penas previstas podem chegar até 5 anos de reclusão e variam de acordo com o tipo de conduta.
O intuito da norma é de preservar os objetivos fundamentais descritos na Constituição Federal, mais especificamente de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Lei nº 7.716, DE 5 de janeiro de 1989.
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 2º (Vetado).
Art. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, obstar a promoção funcional.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.
§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça ou de cor ou práticas resultantes do preconceito de descendência ou origem nacional ou étnica:
I – deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado em igualdade de condições com os demais trabalhadores
II – impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra forma de benefício profissional;
III – proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário.
§ 2o Ficará sujeito às penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, incluindo atividades de promoção da igualdade racial, quem, em anúncios ou qualquer outra forma de recrutamento de trabalhadores, exigir aspectos de aparência próprios de raça ou etnia para emprego cujas atividades não justifiquem essas exigências.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Parágrafo único. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço).
Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 11. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos:
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 12. Impedir o acesso ou uso de transportes públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 13. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 14. Impedir ou obstar, por qualquer meio ou forma, o casamento ou convivência familiar e social.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 15. (Vetado).
Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública, para o servidor público, e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses.
Art. 17. (Vetado).
Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta Lei não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença.
Art. 19. (Vetado).
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas, televisivas, eletrônicas ou da publicação por qualquer meio;
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores.
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.
© Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta publicação, desde que citada a fonte.

(Fonte: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/discriminacao-ou-preconceito-1, data de acesso: 14/03/2022)

Presidência da República

Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997.
Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.”
Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo:
“Art. 140. ………………………………………………………….
………………………………………………………………………..
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:
Pena: reclusão de um a três anos e multa.”
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário, especialmente o art. 1º da Lei nº 8.081, de 21 de setembro de 1990, e a Lei nº 8.882, de 3 de junho de 1994.
Brasília, 13 de maio de 1997; 176º da Independência e 109º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Milton Seligman
Este texto não substitui o publicado no DOU de 14.5.1997

(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9459.htm, data de acesso: 14/03/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/03/tema-discriminacao/

Conheça 4 ações essenciais para promover a saúde do homem!

2 de abril de 2021

Para ter qualidade de vida é preciso adotar hábitos saudáveis e fazer um acompanhamento médico regular. Mas quando se trata da população masculina, esses cuidados não são tão prevalentes: uma pesquisa do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo indicou que 70% dos homens só vão ao consultório por influência da família. Nesse sentido, é fundamental que as operadoras de plano de saúde adotem ações para a saúde do homem.

Esse mesmo levantamento apontou que mais de 50% desses pacientes procuram o médico quando a doença está em estágio mais avançado, o que torna mais urgente a implementação de programas que se voltem para o sexo masculino.
Quer saber como trabalhar essa questão? Acompanhe 4 medidas focadas na prevenção da saúde do homem!

  1. Faça campanhas de conscientização
    Culturalmente, há uma imagem do grupo masculino como forte e invencível, o que afasta, erroneamente, a necessidade dos cuidados com a saúde. É comum as visitas regulares das mulheres ao ginecologista, porém, com os homens, a preocupação com a prevenção é bem reduzida.
    Desse modo, é importante que as operadoras de plano de saúde direcionem o olhar para essa situação, incentivando o cuidado do público masculino, o que também evita custos mais altos. É que, com as medidas adequadas, evita-se as idas ao pronto-atendimento e também as internações.
    Entre as ações de saúde do homem está a necessidade de realizar campanhas de conscientização. Uma delas é o engajamento ao Novembro Azul, aproveitando os holofotes desse movimento para a questão do câncer de próstata.
    De acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA) são esperados 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano no período de 2020 e 2022. Pacientes com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade são mais vulneráveis à doença.
    Mas é claro que a conscientização não pode ficar restrita somente ao mês de novembro: durante o ano todo é preciso desenvolver materiais informativos, como cartazes e vídeos, aproveitando, inclusive, o alcance das redes sociais para alertar os homens sobre a necessidade de se cuidar.
    Falar das doenças cardiovasculares, riscos do sedentarismo, problemas de saúde mental, entre outras questões deve fazer parte do calendário de ações das operadoras para esse público.
  2. Realize eventos e palestras
    A falta de cuidados preventivos pelo grupo masculino e, consequentemente, a procura por ajuda médica somente quando aparecem os sintomas das doenças são aspectos que se refletem na menor expectativa de vida dos homens em relação às mulheres.
    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2018, a expectativa de vida no Brasil para os homens era de 72,8 anos, já para as mulheres era 79,9 anos. A população masculina é mais atingida pela violência e acidentes de trânsito, mas não é só isso: os motivos da morte prematura desse público também são as doenças cardiovasculares e os diversos tipos de câncer.
    É preciso chamar a atenção dos beneficiários com ações para a saúde do homem. Uma ideia é organizar eventos e palestras, como caminhadas ou encontros em praças e parques da cidade para aferir a pressão arterial e glicemia, por exemplo.
    Por conta da pandemia do novo coronavírus, a sugestão é realizar lives com especialistas que abordem a necessidade da prevenção, da adoção de hábitos saudáveis, bem como as principais doenças que acometem esse público e seus riscos.
    Nesses encontros, é interessante também mostrar aos beneficiários a possibilidade de usar os serviços de telemedicina para que eles entendam que podem receber atendimento de saúde sem ter que se deslocar ou alterar sua rotina.
    A ideia é que os homens se engajem nos cuidados preventivos e nos tratamentos de doenças crônicas. Dessa forma, haverá um controle da hipertensão arterial, diabetes e outros problemas de saúde.
  3. Estimule a realização de exames
    Lembra que falamos que muitos homens só procuram o serviço de saúde quando a doença está em seu estágio mais avançado? Aqui entra a urgência de as operadoras estimularem a realização dos exames preventivos para fazer a detecção precoce de muitos problemas de saúde. É importante que os usuários façam exames de:
    Hemograma; glicemia; colesterol; eletrocardiograma; toque retal e PSA.
    O ideal é conhecer sua população para que ela realize os exames de acordo com as necessidades que apresentar. Vamos explicar: homens com histórico de câncer de próstata na família, por exemplo, devem ter um acompanhamento precoce sobre a doença.
    Assim, é válido contar com a tecnologia da modelagem preditiva para mapear os riscos e adotar cuidados personalizados para seus beneficiários, evitando gastos elevados no futuro.
  4. Incentive a prática de atividades físicas
    As operadoras também precisam incentivar a prática de atividade física regular. Essa é a melhor medida para a redução e manutenção do peso e prevenção das doenças crônicas. Sem contar que é uma ação focada nos cuidados com a saúde mental, reduzindo, por exemplo, o estresse e melhorando a autoestima.

Mas como estimular os beneficiários a realizarem atividades físicas? Confira a seguir!

App de saúde

Uma dica é usar aplicativos de saúde que fazem o acompanhamento personalizado, incentivando a adoção de hábitos mais saudáveis. Trata-se de uma tecnologia que tem como objetivo engajar o usuário com seu monitoramento diário, auxiliando-o a desenvolver o autocuidado.

Coaching preventivo

Outra ação que traz resultados é contar com um coaching preventivo, que visa oferecer orientações de saúde. Nesse programa podem participar profissionais de educação física, além de uma equipe multidisciplinar de enfermeiros, psicólogo, fisioterapeutas, entre outros.

Com um coaching preventivo, sua operadora tem a chance de oferecer um cuidado individualizado que vai gerar bem-estar e qualidade de vida ao beneficiário, refletindo no controle dos custos assistenciais. Isso porque o propósito é estimular comportamentos mais saudáveis com a redução de fatores de risco, como obesidade, tabagismo, estresse, entre outros.

As ações para saúde do homem devem ser implementadas para estimular este público a se cuidar, evitando que as doenças atinjam estágios mais avançados e suas complicações. Uma boa medida é, sem dúvida, a adoção de tecnologias para a gestão de saúde para cuidar de forma personalizada dos usuários e equilibrar os custos da operadora.

Gostou das informações deste post? Quer acompanhar outros conteúdos com a mesma temática? É só seguir a nossa página no LinkedIn!

(Fonte: https://sharecare.com.br/acoes-para-saude-do-homem/, data de acesso: 08/03/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/03/conheca-4-acoes-essenciais-para-promover-a-saude-do-homem/

Por que os homens cuidam menos da saúde do que as mulheres

Domingo, 28 de abril de 2013

Os homens têm mais dificuldade que as mulheres para se cuidar e envelhecer. Essa é uma informação conhecida de muitos profissionais da saúde, desde que dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE e da pesquisa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, financiada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) foram revelados no ano passado. Comparados com o sexo oposto, as duas pesquisas mostraram que os homens não se alimentam corretamente, não fazem exercícios físicos regulares, fumam mais, vão menos ao médico e, por consequência, têm mais problemas de saúde e vivem menos.

Enquanto as mulheres preocupam-se com a aparência, peso e com o envelhecimento bem-sucedido, as pesquisas revelam que a maioria dos homens se considera imune às doenças, priorizando os prazeres da vida em detrimento à saúde.

Barreiras culturais talvez sejam os principais motivos para essa diferença de comportamento. É comum observar em muitos lares brasileiros uma cultura tipicamente masculina onde os meninos são ensinados a acreditar que homem não chora, é forte, não adoece e não precisa cuidar da aparência, porque isso é coisa de mulher. É a chamada síndrome do super-homem, onde a procura por ajuda para melhorar a forma física e a saúde é interpretada como sinal de fraqueza ou fragilidade.

Busca por qualidade de vida

Uma boa notícia é que nos últimos anos, uma crescente parcela da população masculina tem conseguido romper as barreiras culturais, mudando conceitos e reavaliando tudo o que se refere à qualidade de vida, saúde e bem-estar físico e mental. São homens na faixa dos 30-40 anos, de classe média ou alta, que descobriram que cultivar uma boa aparência é demonstração de cuidados com a saúde e com a qualidade de vida.

Nada está sendo mais valorizado hoje em dia, principalmente pelas mulheres, do que os homens que gostam de se cuidar – não comem qualquer besteira e nem se entopem de cerveja todos os dias, cuidam da aparência da pele e dos cabelos, previnem os sinais da idade e, além de tudo, cuidam da saúde praticando esportes e fazendo exames preventivos.

Essa nova postura nada tem a ver com os modismos da metrossexualidade ou com orientação sexual. O controle do peso, do colesterol, o equilíbrio nutricional, a reposição hormonal e outros cuidados já começam a fazer parte do cotidiano masculino de forma consciente e sem preconceitos.

É isso aí, galera. Tem que se cuidar.

Se você é mulher e está lendo esta matéria, cuida do seu homem!

(Fonte: Vya Estelar Acesse por este link: https://planejamento-raphaelrahmat.blogspot.com/2013/04/por-que-os-homens-cuidam-menos-da-saude.html, data de acesso: 02/03/2022)

Link permanente para este artigo: https://espacohomem.inf.br/2022/03/por-que-os-homens-cuidam-menos-da-saude-do-que-as-mulheres/