Feliz Dia do Botonista

“Lei Nº 10.833, de 2 de julho de 2001

Institui o “Dia do Botonista”

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Fica instituído o “Dia do Botonista”, a ser comemorado, anualmente, no dia 14 de fevereiro.

Palácio dos Bandeirantes, 2 de julho de 2001.

GERALDO ALCKMIN”

(Fonte: https://pt-br.facebook.com/226456674187915/photos/dia-14-de-fevereiron%C3%A3o-importa-a-regra-modalidadefeliz-dia-do-botonistalei-n%C2%BA-10/1199415130225393/, data de acesso: 12/01/2021)

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Como recomeçar atividades profissionais após as piores fases da pandemia?

15 de Novembro – Dia Nacional da Economia Solidária
18 de Novembro – Dia Internacional dos Migrantes
28 de Novembro – Dia do Salva-Vidas


Situação complexa e inesperada, junto com as notícias desencontradas, além de recaída de pessoas internadas, aumentam novos casos de forma acelerada, pessoas mal em UTI, e, mortes. Choros, perdas, dificuldades aumentadas… preocupações com as famílias, e o pior, ter que viver sem garantia do emprego, de manter-se nos cargos anteriores, ou, sem a certeza de que poderá manter o seu próprio negócio, em qual muito empreendeu.

Saiba mais em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51967940

Contudo, com certeza, você que nos lê aqui faz parte do grupo de pessoas, que cuidou, além de si mesmo e de sua família, passou solidariamente a ajudar gente em piores situações em áreas mais “cruéis com os grupos vulneráveis”…

Além de nossos parabéns, receba nosso reconhecimento em quão valioso Você é como ser humano, e, cidadão, mesmo nas horas cruéis da sociedade.

Vamos nos treinar e orientar as outras pessoas para “cuidados pessoais e sociais” por responsabilidade de cidadania; em nosso lar por responsabilidade familiar; e, com nossa vida diária, por “ nosso amor-próprio” pois, queremos o melhor em saúde também para nós.

Assim, provavelmente, será o comportamento de todos os homens saudáveis sob-o-ponto de vista mental-emocional, assim como também das mulheres…

Agradecemos todo o apoio de “Homens muito valiosos”, que nos incentivaram e não nos discriminaram, e, principalmente, não nos “violentaram em nossos direitos de cidadania.

Que haja muita saúde, paz e prosperidade em sua “nova faze de vida pós pandemia”…

Que novamente retome seus negócios com firmeza e sorte, que seja bem sucedido!!!

São os nosso sinceros votos para o ano 2021 com os nossos agradecimentos de apoios!

Elisabeth Mariano e equipe ESPAÇO HOMEM.

ATENÇÃO: não autorizamos uso de ESPAÇO HOMEM para ninguém, não temos filiais e nem representantes, temos direitos autorais preservados, e, registros formais com anterioridade.
ELISABETH MARIANO (nome profissional) – Mestrado em “Lideranças, direitos humanos e comunicação social”; pós-graduação em: “Políticas Internacionais” (especialização em Direitos Humanos e de gênero feminino), e, em Comunicação Social (especialização em jornalismo, propaganda e publicidade, Internet, rádio e TV); Bacharel em Letras, Tradutor Interprete: Inglês, Espanhol, Português. Formada em “Políticas e Estratégias “ pela ADESG/SP (Associação dos Diplomados de Guerra SP) EM 1994. Formada pela Academia da OMPI/ONU – Organização Mundial da Propriedade Intelectual da ONU/ Organização Mundial da ONU, especialização em DIREITOS AUTORIAS E DIREITOS MARCARIOS. Com vários cursos técnicos, destaca: Radialismo (TV e Rádio);Publicidade e propaganda, jornalista investigativa, Repórter Policial, e, dezenas de formações documentadas nestas áreas. Apresentou ESPAÇO MULHER EM 1995, na Conferência Mundial da Mulher/ONU em 1995. Detentora das marcas e Direito autoral/intelectual, e/ou domínios de ESPAÇO MULHER/ESPAÇO PARA A MULHER; ESPAÇO HOMEM; EMBELEZAR, Jornal da MULHER BRASILEIRA. AUTORA E DESENVOLVEDORA de Portal ESPAÇO MULHER INFORMA… e de Blog ESPAÇO HOMEM Informa… (não temos filiais, não concedemos licenciamentos, nem representantes autorizados!!!).

Conheça o Breve Currículo de Elisabeth Mariano.

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Entrevista com o Historiador Prof. Dr. Édison Huttner [Via Skype]

Perfil do Historiador Prof. Dr. Édison Huttner

Prof. Dr. Édison Huttner

Pós-doutor em História pela PUCRS. Tema: “A Arte Sacra Jesuítico-Guarani (séc. XVII-XVIII) no Rio Grande do Sul: itinerários e descobertas”.

Doutorado em Teologia pela Pontificia Universidade Gregoriana – Italia (2003).

Possui graduação (licenciatura e bacharelado) e mestrado em Teologia pela PUCRS (1995/2000).

Atualmente é professor titular da PUCRS. Atua principalmente nos seguintes temas: fenômeno religioso, diálogo inter-religioso, cultura indígena, amazonas, arte sacra, telesaúde-indígena, gerontologia do índio idoso.

Coordenador do Núcleo de Estudos e em Cultura Afro-brasileira e Indígena. Coordenador do Projeto de Arte Sacra Jesuítico-guarani: descobriu mais de uma dezena de peças sacras de 300 anos. Idealizou e coordenou o Iº Fórum Internacional Povos Indígenas na América; realizou missões multidisciplinares na área de saúde indígena com as etnias indígenas: Arara e Gaviões em Ji-Paraná RO, Índios do Alto XIngu.

Coordenador do Grupo de Pesquisas em Cultura Afro-egípcio da PUCRS (CNPq/SIPESQ).

Atuação em telemedicina. Trabalho reconhecido pela Organização Mundial de Saúde; Organizou e publicou on-line uma obra em parceria com a Fundação Darcy Riberio e karioca Media: (Séculos Indígenas no Brasil: Catálogos de Imagens. EDIPUCRS, 2010/ 2ª Edição 2010 (considerado como o étnico brasileiro pelo Jornal Correio do Povo).

Recebeu carta da Secretaria do Estado do Vaticano em 2010 com agradecimento e elogio do Papa Bento XVI pela obra mística: Rosário: Orações de Outubro, assinada por seu Secretário de Estado, Peter Wells.

Co-Coordenador da Ação Educativa: Séculos Indígenas no Brasil. Fórum de Atualização sobre Cultura Indígenas (Modolo I, II e III- Brasilia 2009, 10, 11).

Coordenador Geral da Exposição Séculos Indígenas – III Edição. Brasília (2011).

Personalidade Estadual da Semana Missioneira (2012,2013,2014).

Membro do Conselho de Curadores Pleno da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

(Fonte: http://lattes.cnpq.br/7316502743379186)

Contato:

Email: profedison15@gmail.com

Cel.: (51) 98428-1224


Édison Huttner

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da TV ESPAÇO HOMEM, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

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Entrevista com a doutoranda e mestre em Letras Prof.ª Jaqueline Denardini

Prof.ª Jaqueline Denardini

Perfil da doutoranda e mestre em Letras Prof.ª Jaqueline Denardini

Prof.ª Jaqueline Denardini

Doutoranda em Estudos da Linguagem no Programa de Pós-Graduacão em Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Mato Grosso, Mestre em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Graduada em Pedagogia, Ciências Sociais e Letras, com especialização em Educação Especial: Deficiências Múltiplas, Educação do Campo, Docência no Ensino Superior e Neuropsicopedagogia. Atuando como docente da disciplina de Sociologia desde 2012 na Rede Estadual de Educação do Paraná, Professora e Pedagoga do NEaDUNI (Núcleo de Educação a distância da UNIOESTE), Professora e Tutora do Curso de Pedagogia da Unopar (Universidade do Norte do Paraná), Pesquisadora das áreas: Análise de Discurso, Linguística, Linguística Aplicada, Libras, Formação de Professores, Educação, Educação a Distância, com ênfase nas Teorias do Discurso, Teorias de Gênero, Sexualidades, Transexualidade, Feminismo, Tecnologias de Informação e Comunicação, Redes Sociais, Mídia e Transfeminismo. Membro dos grupos de pesquisa: GEPEX (Grupo de Pesquisa sobre Sexualidade e Educação), GEAD (Grupo de Pesquisa em Análise do Discurso), GELF (Grupo de Pesquisa em Leituras Freudianas) e GELLTED (Grupo de Estudos em Linguagem, Letramentos, Tecnologias e Diferenças.

Lattes ID: http://lattes.cnpq.br/4355836698232493

CONTATO:

E-mail: jaquelinedenardin@hotmail.com

Ouça a entrevista: Rádio Espaço Homem – 2020-12-15 – Jaquelini Denardini

https://drive.google.com/file/d/1isdmtgctwhqa_aJMZumnuAwUt2RNoW7e/view?usp=sharing

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da RÁDIO ESPAÇO HOMEM, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

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“Sol artificial” da China

A China ativou, pela primeira vez, seu reator de fusão nuclear apelidado de “Sol artificial” — o apelido foi dado porque o reator pode gerar plasma a uma temperatura equivalente a até dez vezes a da estrela do Sistema Solar.

O nome do reator nuclear é HL-2M Tokamak, e ele é o maior do país. Seu funcionamento representa um grande avanço nas capacidades de pesquisa nuclear chinesa para a produção de energia limpa. A instalação trabalha com hidrogênio e deutério, sendo que o desenvolvimento da energia de fusão nuclear não é só uma forma de resolver as necessidades estratégicas de energia do país, mas também tem grande significado para o desenvolvimento sustentável futuro da energia da China e da economia nacional.

Clique aqui para entender melhor essa história.

(Fonte: https://canaltech.com.br/ciencia/o-ceu-nao-e-o-limite-eclipse-solar-sol-artificial-china-na-lua-e-mais-176144/, data de acesso: 12/12/2020)

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Homens em destaque: Nota de pesar

Aos 82 anos – faleceu Joseph Safra (nosso pesar a familiares)

Dono do Banco Safra, Joseph Safra era o homem mais rico do Brasil

Joseph Safra: a trajetória do banqueiro mais rico do mundo

Falecimento: 10 de dezembro de 2020, São Paulo, São Paulo

Joseph trabalhou desde cedo no banco de seu pai, que veio a São Paulo para fundar o Banco Safra, hoje a 4ª maior instituição financeira privada do país.

Fortuna: R$ 119,08 bilhões

Ano de Nascimento: 1938

Nome completo: Joseph Yacoub Safra

Local de Nascimento: Beirute, Líbano

(Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/10/dono-do-banco-safra-joseph-safra-era-o-homem-mais-rico-do-brasil.ghtml, data de acesso: 12/12/2020)

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Saúde Pública: saiba qual é o papel do presidente, do governador e do prefeito

Criado em 29/08/14 18h57 e atualizado em 01/09/14 12h31

Por Fernanda Duarte* Fonte: Portal EBC

O Sistema Único de Saúde surgiu a partir do estabelecimento da saúde como direito do cidadão na Constituição de 1988 (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Em época de eleições, é comum encontrarmos candidatos fazendo as mais variadas promessas. Entre elas, as que apelam para a melhoria do atendimento de saúde, uma das principais reivindicações da população. Mas boa parte dessas promessas, seja por falta de conhecimento ou até por má-fé, não podem ser concretizadas porque alguns candidatos simplesmente desconhecem os limites das funções para as quais tentam se eleger.

Para não deixar se levar por falsas promessas, veja abaixo como funciona o sistema de saúde público no país e quem responde pela oferta de serviços e atendimento da população nessa área.

O SUS

O Sistema Único de Saúde surgiu a partir do estabelecimento da saúde como direito do cidadão na Constituição de 1988. Atualmente ele é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e o único a garantir acesso integral, universal, igualitário e completamente gratuito para a totalidade da população (aproximadamente 202 milhões de habitantes), desde o atendimento ambulatorial às cirurgias complexas, como as de transplante de órgãos.

Antes de sua implementação, a saúde não era considerada um direito social. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo de saúde pública vigente até então marginalizava uma parte expressiva da população, já que só tinham direito ao acesso aqueles que eram segurados pela previdência (trabalhadores com carteira assinada) e nem todos tinham condições de arcar com os custos dos serviços de saúde particular.

Além do atendimento de saúde por meio de consultas, exames médicos e internações, o SUS atua em ações de prevenção de doenças e de vigilância sanitária, como campanhas de vacinação, fiscalização de alimentos e registro de remédios.

Saúde: responsabilidade de quem?

Ao se converter em um direito constitucional assegurado a todos os brasileiros, a saúde passou a ser uma responsabilidade solidária da União, estados e municípios.

Os entes federativos até podem dividir funções, mas todos devem atuar em parceria, como o fazem desde o Pacto pela Saúde, de 2006, para garantir os serviços de atendimento à saúde da população.

Confira quais são os compromissos de cada ente federativo quanto à prestação desses serviços:

1. Prefeito

No que diz respeito à área da saúde no Brasil, o município aparece como principal responsável.

A figura do prefeito é quem responde pelo compromisso de prestar ações e serviços de saúde em sua localidade, por meio de uma secretaria ou departamento voltado exclusivamente para a gestão municipal de saúde, sendo o governo estadual e o federal parceiros na oferta desse atendimento.

Assim, compete ao município criar suas políticas de saúde e também colaborar com a aplicação das políticas nacionais e estaduais dessa área, coordenando e planejando as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito local e, para isso, aplicando recursos próprios (mínimo de 15% de sua receita) e os repassados pela União e pelo estado.

2. Governador

Compete ao governador, por meio de uma secretaria estadual de gestão de saúde, criar suas próprias políticas de saúde, bem como apoiar a execução das políticas nacionais de saúde, aplicando recursos próprios (mínimo de 12% de sua receita) e os repassados pela União no atendimento à saúde em seu território, o que inclui o planejamento e a coordenação de ações do SUS no estado, assim como o repasse de verbas aos municípios.

3. Presidente

Apesar de não ser o principal responsável pela prestação dos serviços de saúde, o governo federal é o principal financiador da rede pública de saúde.

Fica a cargo do presidente escolher a pessoa que comanda o Ministério da Saúde, assim como avalizar as políticas nacionais de saúde formuladas pelo órgão e os repasses dos recursos federais para que os municípios, os estados e o Distrito Federal as coloquem em prática.

O Ministério da Saúde também responde pelo planejamento, criação de normas, avaliação, fiscalização e controle das ações do SUS em todo o país. Além disso, ele tem respondido pela aplicação de metade dos recursos gastos com saúde pública em todo o Brasil, com recursos previstos anualmente no Orçamento da União, que devem ser no mínimo iguais ao do ano anterior corrigidos pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Emenda Constitucional nº. 29.

No caso específico do Distrito Federal, que não atua exatamente como um estado nem suas regiões administrativas funcionam como municípios, o governo distrital responde pelas ações correspondentes aos governos estadual e municipal na prestação do atendimento de saúde à sua população.

É importante ressaltar que os cargos legislativos (deputado estadual ou distrital, deputado federal e senador) também desempenham importante papel na oferta de saúde pública à população na medida em que compete a eles a criação e/ou aprovação das leis que instituam os programas que executem as políticas públicas para o setor, assim como a aprovação do orçamento da saúde e a fiscalização dos atos do governo.

Com informações do Ministério da Saúde

(Fonte: https://memoria.ebc.com.br/noticias/eleicoes-2014/2014/08/saude-publica-qual-e-a-competencia-dos-cargos-politicos, data de acesso: 12/12/2020)

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Tóquio 2020 – Brasil já tem 180 classificados para a Olimpíada de Tóquio

*Fernando Gavini12 de dezembro de 2020 (repórter de Olimpiada todo o dia)

Programa

O programa dos Jogos de Tóquio compreende 339 provas em 33 modalidades e acontecerá de 24 de julho a 9 de agosto de 2020.
Haverá partidas das rodadas preliminares das competições de futebol e softbol a partir de 22 de julho.

A delegação brasileira em Tóquio, no Japão, deverá ter entre 250 e 260 atletas classificados, um número bem inferior aos 465 desportistas brasileiros nos Jogos do Rio, em 2016, em que a equipe brasileira foi bem maior por se tratar do país-sede.

(Fonte: https://www.olimpiadatododia.com.br/olimpiada/84789-brasileiros-lista-classificados-olimpiada-toquio-2020/, data de acesso: 14/12/2020)

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Raiva e irritação: os sintomas da depressão que muitas vezes ignoramos

Amanda Mont’Alvão Veloso

Especial para a BBC Brasil em São Paulo

8 abril 2017

Segundo Ministério da Saúde, depressão afeta 11 milhões de pessoas no Brasil

Jorge* tinha 25 anos quando, sem nenhum motivo aparente, começou a sentir um desânimo muito intenso.

“Faltava energia para realizar minhas atividades diárias e uma tristeza me acompanhava ao longo do dia. Sentia raiva e ficava mais irritado em alguns momentos.”

O gerente de vendas, hoje com 39 anos, lembra que o mau humor e a irritação foram se intensificando ao longo do tempo. “Principalmente nas primeiras horas do dia. Sentia dificuldade em falar com meus pais, com meus amigos e com meus clientes.”

As mudanças emocionais que Jorge viveu no próprio dia a dia o motivaram a procurar um psiquiatra, que o diagnosticou com depressão.

Problema de saúde que afeta 350 milhões de pessoas no mundo inteiro, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) – e que o Ministério da Saúde diz afetar 11 milhões de brasileiros, a depressão costuma ser associada a apatia, falta de disposição, cansaço e tristeza. Geralmente, são estas as “pistas” que levam uma pessoa a buscar ajuda profissional.

Mas a raiva e a irritabilidade também podem indicar o problema, afirma o psicanalista Sérgio Máscoli, que trabalha em clínica particular e no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“A psicanalista Joyce McDougall, no livro Em Busca de uma Certa Anormalidade, considera que muitos sujeitos que têm problemas psicossomáticos podem apresentar raiva e inquietude como sintomas que afetam o humor. Humor afetado implica em saúde biopsíquica afetada.”

Ele enfatiza que cada pessoa vivencia a depressão de forma distinta, com intensidades particulares para cada um.

“Como a depressão interfere de forma negativa na vida do sujeito, a raiva e a irritabilidade podem ter variações de negatividade na vida dele. Desta forma, seja uma intensidade ‘leve’, ‘moderada’ ou ‘grave’, é necessária uma intervenção psicanalítica para evitar danos mais nocivos.”

Máscoli afirma que uma pessoa com raiva ou irritada por causa de uma depressão pode descontar este desconforto em sua parceria sexual apresentando disfunções sexuais, por exemplo.

Sinais de alerta menos óbvios, a raiva e a irritabilidade costumam ser manifestadas com mais frequência por homens. Eles muitas vezes nem sequer reconhecem a existência da depressão, seja por medo de serem julgados ou por acreditar que suas emoções sejam apenas efeito do estresse e do cansaço.

“Desde tempos imemoráveis, quando o homem e seu corpo eram um instrumento de guerra, não expressar dor ou emoções afins podia ser considerado um valor: ele era forte, corajoso e valente. Neste caso, raiva e irritação eram combustíveis úteis para que o sujeito não temesse a dor e o sofrimento. Assim, estes sinais foram assimilados pela cultura como qualidades masculinas. Os homens sensíveis eram desprezados e estigmatizados, pois eram fracos e não podiam proteger o outro”, explica Máscoli.

Mesmo com o passar do tempo e com a quebra de alguns preconceitos, prevalece o pensamento de que um homem não pode sofrer. Muitos tendem a amenizar os sintomas, ou não admitem que estão fragilizados, ou não querem incomodar. Pesquisas feitas por psicólogos nos Estados Unidos mostraram que os homens relutam em falar sobre a depressão e têm mais dificuldade em procurar ajuda profissional.

A trava que impede um homem de se abrir e expor as emoções pode levar a consequências mais graves, como o suicídio. Em alguns países, como o Reino Unido, tirar a própria já é a principal ou uma das principais causas de morte de homens entre 20 e 49 anos.

A prevenção passa pela comunicação da ideia e pela busca de ajuda, mas uma pesquisa da Associação Americana de Ansiedade e Depressão, feita em 2015, mostrou que os homens são mais propensos a ficar em silêncio quando pensam em se automutilar ou se matar.

Para Jorge, falar sobre seus anseios e angústias é muito difícil.

“São poucas as pessoas com quem consigo conversar abertamente. Geralmente apelo para os meus parentes mais próximos e amigos mais íntimos. Talvez os homens tenham mais dificuldade em admitir o problema e buscar ajuda.”

De acordo com o psicanalista Máscoli, é preciso mudar o paradigma sobre a condição do homem no século 21, onde as guerras são feitas por drones guiados por um soldado do outro lado do mundo.

“Assim, o homem fica livre do papel de forte, corajoso, para viver outras experiências: ser humano, simplesmente. O homem que ainda é ensinado a ser forte e invencível pode trazer muita angústia, e, consequentemente, muitos problemas psíquicos.”

Atreladas culturalmente a uma ideia de força, a raiva e a irritabilidade dificilmente levam alguém a desconfiar que há algo errado. Mas é preciso estar atento a elas, pois prejudicam outras pessoas e nem sempre o sujeito percebe o mal que está produzindo, explica Máscoli.

“Elas são reações de algum estímulo reprimido. Diria que, talvez, atletas, competidores e investidores possam ser uma exceção.”

O psicanalista reforça que, durante a intervenção, é preciso descobrir a causa do sintoma, em vez de simplesmente aliviá-lo. A ajuda profissional reconhece o sofrimento como existente e não o nega.

“Conhecer o próprio sofrimento e poder significá-lo é o princípio da superação do mesmo. Ele não pode ser só ‘curtido’; deve ser elaborado para que possa ser superado. Há um tempo para cada sofrimento.”

Jorge preferiu não se identificar porque teme a estigmatização que geralmente cerca os problemas de saúde mental. “Acho que ainda existe muita desinformação e até um certo preconceito.”

Para ele, compreensão e apoio por parte da família e dos amigos são fundamentais. “É importante fazer com que a pessoa com depressão se sinta amada e acolhida.”

*O nome do entrevistado foi alterado para preservar sua identidade.

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39510846, data de acesso: 12/12/2020)

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Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

2 abril 2017

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

“Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”

Dar os primeiros passos de um objetivo e depois alcançá-lo aumenta os níveis de dopamina

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta.

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792, data de acesso: 12/12/2020)

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