jun 15

Dia 23 de Junho, Dia Mundial do Desporto Olímpico, e do Atleta Olímpico

Ao se falar em Jogos Olímpicos já se tem uma inclusão automática das imagens das mulheres na prática destes desportos junto com os homens.

Não obstante as diferenças de compleição física, e as comportamentais, já há muitas mulheres praticando modalidades de esportes, cujas anteriormente eram privilégio apenas de homens…

As mulheres tem que ser consideradas sob alguns aspectos apenas femininos, tais como o ciclo menstrual, cujo pode vir comprometer as condições hormonais, e esses podem influenciar de forma negativa na prática de alguns esportes.

No rendimento físico os homens podem superá-las, contudo, diz-se que há mulheres que superam desportistas masculinos, isso, quando é preciso mais coordenação motora e concentração, elas superam os homens. Porém, se é preciso mais força, eles se saem mais vitoriosos.

Atualmente, as diferenças entre ambos os sexos vem diminuindo na competição de algumas modalidades de exercícios e aparelhos.

Em natação, corrida, salto, por exemplo, elas se saem bem, tanto quanto eles. Assim como na ginastica rítmica, nados sincronizados, elas são melhores.

Porém os homens por possuírem mais massa muscular, têm melhor performance em geral em quase todos os esportes: surfe, baisebol, futebol, nas artes marciais, mountain bike, no cavalo com alças, barras paralelas, são aparelhos exclusivamente masculinos. E, também, na ginástica artística com os aparelhos, argolas, etc.

Na maioria dos casos o homem sendo mais alto, mais forte, mais veloz e por estas razões terá mais vantagem no desempenho físico. O homem possui maior quantidade de massa muscular e menor de gordura corporal. Estes fatores, associados a questões hormonais, colocam o sexo masculino em melhor condição para as práticas esportivas, a exemplo no futebol.

Quanto em basquete, tênis, as mulheres competem em quadras com as mesmas dimensões usadas pelos atletas masculinos. No arremesso de dardos, pesos e martelos os homens se saem bem melhor do que elas.

Embora as diferenças, tanto o homem quanto a mulher quando apreciam competir, possuem um alto nível de satisfação em participar, desafiar-se a si mesmo, e ganhar os troféus, medalhas e prêmios, faz predominar a alegria de competir, e de desafiar-se a si próprios.

Dia 23 de junho parabenize os/as atletas e os times que você conhece pela passagem do DIA MUNDIAL DOS DESPORTES OLÍMPICOS e do DIA DO ATLETA OLÍMPICO.

Procure você também escolher uma modalidade olímpica, e, passe a praticá-la, pois isso fará você desafiar-se a si mesmo/a, e ter a confiança de ir alcançando melhores resultados. Parabéns!

Esta é a mensagem de incentivo e reconhecimento de nossa equipe ESPAÇO HOMEM, ao DIA DOS/DAS ATLETAS e dos ESPORTES OLÍMPICOS.

Esperamos que aprecie as pesquisas desta edição, receba nosso fraternal abraço, Elisabeth Mariano e equipe.

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jun 15

Entrevista com o Prof. Dr. Mário Luiz Delgado, Advogado

Mário Luís Delgado

Breve Currículo do Prof. Dr. Mário Luiz Delgado, Advogado

Prof. Dr. Mário Luiz Delgado

  • Professor universitário, Presidente da Comissão de Assuntos Legislativos do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM;
  • Diretor de Assuntos Legislativos do IASP – Instituto dos Advogados de São Paulo;
  • Membro da Comissão de Acompanhamento Legislativo do Conselho Federal da OAB;
  • Sócio-Fundador MLD – MARIO LUIZ DELGADO SOCIEDADE DE ADVOGADOS;
  • Coordenador da Revista Nacional de Direito de Família e Sucessões publicada pela Editora Lex Magister;
  • Autor de vários livros e artigos na área de direito.

I- FORMAÇÃO ACADÊMICA E TITULAÇÃO:

  1. Doutor em Direito Civil. Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
  2. Mestre em Direito das Relações Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.
  3. Especialista em Direito Processual Civil, Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, Brasil.
  4. Professor da Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (FADISP).
  5. Professor da Escola Paulista de Direito (EPD)

II- ATUAÇÃO EM ÓRGÃOS DE CLASSE E ENTIDADES CULTURAIS:

  • Diretor de Assuntos Legislativos do IASP – Instituto dos Advogados de São Paulo;
  • Presidente da Comissão de Assuntos Legislativos do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM;
  • Membro da Comissão de Acompanhamento Legislativo do Conselho Federal da OAB;
  • Coordenador da Revista Nacional de Direito de Família e Sucessões publicada pela Editora Lex Magister.

III- LIVROS PUBLICADOS:

  1. Novo Direito Intertemporal Brasileiro: Da retroatividade das leis civis. 2ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. v. 1. 446p.
  2. Codificação, descodificação, recodificação do direito civil brasileiro. 1º. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. v. 1. 517p.
  3. Novo código civil: Questões controvertidas do Direito de Empresa. 1ª. ed. São Paulo: Método, 2010. v. 8. 495p.
  4. Guarda Compartilhada. 1º. ed. São Paulo: Método, 2009. v. 1. 366p.
  5. Novo Código Civil: Questões controvertidas: Direito das Coisas. 1º. ed. São Paulo: Método, 2008. v. 7. 512p.
  6. Separação, divórcio, partilhas e inventários extrajudiciais: Questionamentos sobre a Lei 11.441/2007. 1ª. ed. São Paulo: Método, 2007. 352p.
  7. Código Civil Anotado. 1º. ed. São Paulo: Método, 2005. v. 1. 1038p.
  8. Novo Código Civil: Questões controvertidas no direito das obrigações e dos contratos. 1ºed. São Paulo: Editora Método, 2005, v. 4, p. 95-125.
  9. Problemas de Direito Intertemporal no Código Civil. 1º. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 172p.
  10. O novo Código Civil e as propostas de aperfeiçoamento. 1º. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 430p
  11. O novo Código Civil Confrontado. 3ª. ed. São Paulo: Método, 2002. 688p.

Contato:

E-mail: mario@mldadv.com

Sites: https://www.marioluizdelgado.com; http://www.mldadv.com

TV Espaço Homem – 2017-06-15 – Mário Luis Delgado from TV Espaço Homem on Vimeo.

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jun 15

Entrevista com o Prof. Miguel Martin Olio, Educador Físico e Velejador

Miguel Martins Olio

Breve Currículo do Prof. Miguel Martin Olio, Educador Físico e Velejador

Miguel Martin Olio

Professor especialista em educação para pessoas com surdocegueira; Velejador a mais de 25 anos com uma viagem embarcado abordo do veleiro Parattii de 6 meses para Antártica, Malvinas e Geórgia do Sul; Criador do Sailing Sense;

Projeto Sailing Sense; Tem por objetivo ensinar pessoas com surdocegueira e deficiência múltipla sensorial a velejar.

Temos hoje 10 anos de parceria com a Ahimsa, instituição que trabalha com crianças e jovens. Hoje também desenvolvemos o nosso trabalho com pessoas surdas, pessoas com deficiência visual, TGD e Síndrome de Down.

FORMAÇÃO ACADÊMICA:

  • 2015 – Psicomotricidade aplicada na educação – Lato Sensu / Especialização – Centro Universitário; Assunção.
  • 2005/ 2007 – Formação de Educadores de Pessoas com Deficiência – Lato Sensu / Especialização – Universidade Presbiteriana Mackenzie. 2005 – Psicologia do Esporte – Universidade Presbiteriana Mackenzie.
  • 2001/ 2005 – Faculdade de Educação Física – Licenciatura Plena – Universidade Presbiteriana Mackenzie.

FORMAÇÃO COMPLEMENTAR:

  • 2015 – Curso de Libras Básico, Instituto Seli, São Paulo.
  • 2012/ 2013 – Educational Lidership Program (ELP), Perkins School for the Blind, Boston, EUA;
  • 2010/ 2011 – Exploração ao Continente Antártico, Layers 2, veleiro Paratii.

EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS:

  • 2016 – VI Fórum internacional sobre surdocegueira e deficiência múltipla sensorial e II Encontro ibero-latino americano na área da surdocegueira e deficiência múltipla sensorial, Conferência: Atividades Físicas ao ar livre, USP, São Paulo.
  • 2016 – Encontro Nacional da Associação Brasileira de Atividade Motora Adaptada, Oficina: Atividade Motora com pessoas com Surdocegueira, Unesp Bauru.
  • 2013 – II Seminário Internacional sobre surdocegueira e múltipla deficiência sensorial. Conferência: Educação Física para pessoas com Surdocegueira e com Múltipla deficiência sensorial. USP, São Paulo.
  • 2013 – New England Regional Seminar for Children with Visual Impairment and their families. Ouvinte. Watertown, Boston, EUA.
  • 2012 – EUCAPA European Conference Adapted Phisical Education; Apresentação oral: Sail for deafblind. Killarney, Irlanda.
  • 2011 – XV Deafblind International World Conference Apresentação de Pôster, Formação de Equipes colaborativas: Um caminho para a inclusão escolar responsável, São Paulo.

EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS:

  • 2015- 2016 – COLÉGIO INTEGRAR, professor de Educação Física, Ensino Regular e Ensino Especial. 2013/2016 –
  • PROJETO SAILING SENSE, coordenador, Vela para pessoas portadoras de deficiência sensorial e múltipla deficiência sensorial, São Paulo, Brasil. Dentre outras dezenas de atividades comprovadas…

Contato:

 

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jun 15

Pesquisadores capturam imagens de raios atingindo prédios em São Paulo

02 de junho de 2017

Registros serão utilizados para confirmar modelos e teorias que determinam a zona de proteção dos para-raios.

Agência FAPESP – Pesquisadores registraram imagens de raios atingindo para-raios de prédios comuns com uma câmera de alta velocidade. As imagens e a pesquisa relacionada foram publicadas em um artigo da Geophysical Research Letterse também divulgadas na seção de vídeos do Facebook da American Geophysical Union, responsável pela publicação da pesquisa.

A pesquisa, que teve apoio da FAPESP, foi conduzida por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, da empresa Análises, Pareceres e Treinamento (APTEMC) e da Universidade de Witwatersrand, da África do Sul.

Marcelo Saba, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe e coordenador do projeto, explicou à Assessoria de Comunicação do Inpe que o estudo teve como objetivo compreender melhor como os para-raios funcionam. O estudo adotou como referência prédios residenciais de altura média na cidade de São Paulo.

Capturar cenas do momento em que o relâmpago atinge construções e prédios, em alta resolução, é muito difícil, comentou Saba. Os resultados só foram possíveis devido à proximidade das câmeras com os prédios e à alta velocidade da câmera (20 mil imagens por segundo). Segundo o pesquisador, esses registros serão úteis para confirmar modelos e teorias que determinam a zona de proteção dos para-raios.

As cenas capturadas mostram descargas se aproximando dos prédios. Quando isso acontece, os para-raios lançam descargas ascendentes que se conectam naquelas que descem das nuvens. A conexão das duas descargas forma o canal do raio, momento de maior luminosidade e corrente elétrica. As imagens dos relâmpagos também podem ser conferidas no Youtube.

(Fonte: http://agencia.fapesp.br/pesquisadores_capturam_imagens_de_raios_atingindo_predios_em_sao_paulo/25409/, data de acesso 10/06/2017)

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jun 15

Artigo – “Para que serve um contrato de namoro? Pode ser feito em um cartório de notas?”

Por Isaque Soares Ribeiro

Publicado em 08/06/2017

Imagine um casal de namorados que resolvam ir morar juntos, mas não desejam que aquela relação se torne uma união estável. O que poderiam fazer?

Cada vez mais casais de namorados têm se preocupado com os efeitos que o reconhecimento de uma união estável poderia trazer para aquele relacionamento. Essa crescente preocupação veio, em grande parte, após a edição da Lei nº 9.278/96 que afastou o antigo prazo mínimo de cinco anos de convivência que constava na Lei nº 8.971/94.

Além disso, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 226, §3º, nada dispôs em relação ao prazo mínimo para a configuração da união estável. O Código Civil de 2002, da mesma forma, não trouxe qualquer inovação relevante, mas manteve a mesma sistemática da Lei nº 9.278/96 ao dispor no artigo 1.723 que “É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituição de família”.

Dessa forma, percebe-se que um simples namoro poderá rapidamente se tornar uma união estável, independentemente do casal estar junto há anos, meses ou até mesmo semanas. Ficou, portanto, a critério do Judiciário a análise da situação de fato e documental para declarar que aquela relação é pública, contínua e duradoura, e tem o objetivo de constituir uma família, ou seja, uma união estável.

O reconhecimento de uma união estável pode trazer vários efeitos indesejados para o casal, principalmente patrimoniais, como o direto de repartir todos os bens adquiridos durante a convivência, direito a alimentos (no caso de dissolução da união), e o direito à herança no caso de falecimento do companheiro, recentemente equiparado ao casamento pelo Supremo Tribunal Federal (RE 878694 – MG).

Com receio dos efeitos mencionados, alguns casais de namorados têm buscado os Cartórios de Notas para lavrar uma espécie de documento (chamado de Escritura Pública de Contrato de Namoro), onde declaram de livre e espontânea vontade que aquela relação é um mero namoro, e que não desejam que seja reconhecida como uma união estável.

Mas muito se discute na doutrina e na jurisprudência sobre a validade deste instrumento, pois as regras que tratam da união estável são consideradas normas de ordem pública, ou seja, inafastáveis pela simples vontade das partes. Então qual seria a utilidade deste Contrato de Namoro?

O eminente professor e notário, Zeno Veloso, entende que o Contrato de Namoro poderá prevenir graves discussões patrimoniais:

Diante disso, pela insegurança que envolve o assunto, para evitar riscos e prejuízos que podem advir de uma ação com pedidos de ordem patrimonial, alegando-se a existência de uma união estável, com o rol imenso de efeitos patrimoniais que enseja, quando, de fato e realmente, só havia namoro, sem maior comprometimento, algumas pessoas combinam e celebram o que se tem denominado contrato de namoro. Já se vê que não é acordo de vontades que tem por objeto determinar, singelamente, a existência de um namoro, que, se assim fosse, nem contrato, tecnicamente, seria. Mas, deixando de lado a questão terminológica e indo direto ao ponto, tal avença, substancialmente, é uma declaração bilateral em que pessoas maiores, capazes, de boa-fé, com liberdade, sem pressões, coações ou induzimento, confessam que estão envolvidas num relacionamento amoroso, que se esgota nisso mesmo, sem nenhuma intenção de constituir família, sem o objetivo de estabelecer uma comunhão de vida, sem a finalidade de criar uma entidade familiar, e esse namoro, por si só, não tem qualquer efeito de ordem patrimonial, ou conteúdo econômico. [1] (grifos nossos)

Nesse sentido, a renomada advogada Regina Beatriz Tavares da Silva também defende o que ela chama de “declaração de namoro”, mas alerta que tal declaração deve retratar a realidade, não podendo ser um instrumento para encobrir uma união estável:

Há quem diga que a celebração do equivocadamente chamado “contrato de namoro” configura ato ilícito. Porém, quem faz esse tipo de afirmação esquece de que a declaração de namoro serve para provar o que efetivamente existe, ou seja, relação de afeto sem consequências jurídicas. Essa declaração somente pode ser tida como ilícita se falsear a verdadeira relação que existe entre aquelas duas pessoas, ou seja, declararem que há namoro quando, na verdade, o que existe é união estável. [2]

Apesar de poucas decisões judiciais ainda sobre o assunto, finalizamos este breve artigo mencionando um relevante precedente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, ao afastar a pretensão de reconhecimento de uma união estável, considerou como uma das provas a existência de um contrato de namoro firmado entre o casal:

“Verifica-se que os litigantes convencionaram um verdadeiro contrato de namoro, celebrado em janeiro de 2005, cujo objeto e cláusulas não revelam ânimo de constituir família”(gn). (TJSP – Apelação n. 9103963-90.2008.8.26.0000. 9ª Câmara de Direito Privado. Relator: Grava Brazil. Data de julgamento: 12/08/2008).

Conclui-se, portanto, que o contrato de namoro não tem o condão, por si só, de afastar os efeitos da união estável, mas é perfeitamente lícito e tem sido considerada uma importante prova para atestar que o relacionamento se trata apenas de um namoro, sendo que a sua formalização perante um Cartório de Notas dará mais credibilidade e segurança, pois o tabelião de notas tem a fé pública para confirmar a livre e certa manifestação da vontade das partes que o procuram.

*Isaque Soares Ribeiro é assistente jurídico do CNB/SP. Advogado, é bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

(Fonte: CNB/SP – http://www.notariado.org.br/index.php?pG=X19leGliZV9ub3RpY2lhcw==&in=OTYxMw==&filtro=1&Data=, data de acesso 10/06/2017)

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jun 15

Pagar alimentos? Saiba sobre os sinais exteriores de riqueza

12/abr/2015

Sob o prudente crivo do Juiz é possível a fixação baseada nos sinais que apontam a capacidade financeira do alimentante. São sinais exteriores de riqueza que denotem a visão de um patrimônio ou modo de vida que revelem o verdadeiro poder aquisitivo.

Por Marcel Moraes Pereira

Muitas vezes, a discussão inerente ao valor dos alimentos devidos entre parentes passa pelo crivo do judiciário. O tema é disciplinado pela lei nº 5.478 de 25 de julho de 1968 (lei de Alimentos), lei nº 11.804 de 5 de novembro de 2008 (alimentos gravídicos) e, art. 1694 e seguintes do Código Civil.

O art. 1694 do Código Civil estabelece quem pode pedir alimentos a quem, ao determinar que “Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.”

A demanda tramita de forma especial, conforme estabelece a lei de alimentos, lembrando que o nascituro terá direito aos alimentos desde a concepção até o nascimento com vida que, neste caso, será convertido em pensão alimentícia de forma definitiva.

Nunca é demais lembrar que o norteador para a fixação dos alimentos é o binômio necessidade-possibilidade, sendo que a fixação estará num ponto equidistante entre a necessidade que quem recebe os alimentos em face da possibilidade daquele que os presta.

Em caso de existência de remuneração registrada, de um pro-labore ou outro indicador objetivo da riqueza do alimentante, não há grandes problemas na fixação. Ocorrem, porém, situações em que o alimentante tem a possibilidade de se esquivar, eis que não tem um emprego fixo ou renda oficialmente declarada.

Sob o prudente crivo do Juiz é possível a fixação baseada nos sinais que apontam a capacidade financeira do alimentante. São sinais exteriores de riqueza que denotem a visão de um patrimônio ou modo de vida que revelem o verdadeiro poder aquisitivo.

Assim, a prova deverá ser produzida com elementos que demonstrem o padrão de vida, eventuais viagens, frequência em restaurantes caros ou declarações em redes sociais. Até mesmo recibos de mensalidades escolares poderá ser indício da capacidade de prestar alimentos.

Neste sentido:

Ação revisional de alimentos. Argumentos do alimentante incompatíveis com os elementos dos autos. Sinais exteriores de riqueza. Declaração de retirada pro labore que deve ser apreciada conjuntamente às provas dos autos. Parecer do Ministério Público, pelo provimento do apelo da ré, ora acolhido. Recurso provido.[1]

Portanto, os alimentos serão o resultado do encontro entre a capacidade de prestar alimentos (possibilidade) e a necessidade de quem os recebe. Mas nem sempre os critérios objetivos definirão o valor. É possível que a demonstração da capacidade alimentar seja demonstrada através de sinais exteriores de riqueza.

Notas

[1] Processo: 0053484-59.2008.8.26.022, Relator(a): Cesar Ciampolini, Comarca: Guarulhos, Órgão julgador: 10ª Câmara de Direito Privado, Data do julgamento: 29/04/2014, Data de registro: 30/04/2014

(Fonte: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/9031/Alimentos-sinais-exteriores-de-riqueza, data de acesso 10/06/2017)

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jun 15

Brasileiros criam camisa que não mancha, não amassa e não pega cheiro

São três modelos de estampas que nunca ficarão amassados, manchados ou fedidinhos.

Redação – SOS Solteiros – Publicado: 12/07/2016 15:24 | Atualizado: 12/07/2016 15:24

Há alguns anos, numa Era sem tanta tecnologia, você podia muito bem encher a cara, dançar pelado em cima da mesa que, no dia seguinte, a internet toda não estaria compartilhando seu vexame.

Em contrapartida, se não fosse essa tal tecnologia você ainda estaria perdendo tempo, em pleno 2016, tirando manchas ou passando suas camisas, né? Não… pera!

Pois é, dois brasileiros criaram a Horvath, uma camisa que não amassa, não mancha e não pega cheiro. Por exemplo, você pode jogar vinho sobre ela, que o líquido será repelido! A novidade usa uma tecnologia conhecida como “HERO.ST” que trabalha no interior da fibra, evitando que ela manche e amasse. Um algodão especial também foi utilizado, fazendo com que o tecido não pegue cheiro.

Além disso, ela se ajusta aos movimentos do corpo e pode ser lavada normalmente. Luciano Bueno e Jess Martin, apaixonados por moda e tecnologia, tiveram a ideia da criação para movimentar a industria têxtil, que raramente apresenta produtos realmente eficientes. A criação foi desenvolvida em parceria com as três das principais empresas de tecnologia em tecidos do mundo.

A camisa, feita em 100% algodão, possui três coleções: Traditional White, que é a branquinha básica, a Tiny Stripes, estampas que brincam com linhas horizontais ou verticais e a Chubby Chess, que são as mais descoladas, com estampas xadrez, por exemplo.

Todas já estão na pré-venda, e os preços são carinhos mas não fogem muito de uma boa camisa social, variam entre R$230 e R$250 aqui.

(Fonte: http://sossolteiros.bol.uol.com.br/brasileiros-criam-camisa-que-nao-mancha-nao-amassa-e-nao-pega-cheiro/, data de acesso 10/06/2017)

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jun 15

Saiba escolher melhor o tecido da sua roupa social

8 de junho de 2016 – Marcia Rocha

Já percebeu que toda peça que você compra tem uma etiqueta? Por mais simples que pareçam, esses pedacinhos de tecido costurados às roupas trazem informações essenciais sobre o produto: a composição, a qualidade do tecido, sua resistência, origem, modo de lavagem. Esses dados podem te ajudar a manter a roupa conservada por mais tempo e, principalmente, a saber o que você está realmente comprando.

O Mistermagazine pôs a mão na massa e preparou um bê-a-bá sobre as composições das peças, que vai das camisas, ao costume ou terno, passando pela gravata. Dá uma olhada.

1. A Camisa Social

Normalmente, a matéria prima das camisas sociais (as de qualidade, porque a gente nem considera que você use peças de poliéster) é formada, em grande parte, por fibras naturais, ou seja, aquelas obtidas na natureza.

A matéria-prima

Algodão – É considerada a mais importante das fibras têxteis. Totalmente branca ou esbranquiçada, é obtida dos frutos do algodoeiro. A qualidade do algodão varia de acordo com o tipo de algodoeiro e é medida pelo comprimento das fibras. Quanto mais longa, mais nobre é o tecido. Atualmente, somente quatro espécies são aproveitadas em larga escala para a confecção de tecidos e instrumentos médicos.

No topo da produção, está o algodão Egípcio, seguido pelo Pima, cultivado manualmente pelos peruanos.

Tricoline – Tecido de construção em tela, com a leveza e resistência do algodão, penteado mercerizado (processo de acabamento de tecidos de algodão que aumenta o brilho do tecido e o torna mais encorpado e resistente). Pode ser liso, estampado ou obter padrões com fio tinto, como xadrezes e listrados. É a base da camisaria de todo o mundo, atendendo a um mercado cada vez mais exigente e sofisticado, no que diz respeito a tecidos leves.

Extrafine, Super extra ou extra – As terminologias nada mais são do que indicações de fibras mais longas e, portanto, mais sedosas e mais resistentes.

Fio 60… – Assim como acontece nos costumes, o algodão das camisas também ganha numeração e quanto maior o número de fios, mais resistente e sedosa será sua camisa.

Doppio Ritorto ou /2 – Acima do fio 60, pode ser utilizada uma técnica para entrelaçar dois fios, que garante maior durabilidade ao tecido. Neste caso, você encontrará na etiqueta a inscrição Doppio Ritorto ou o sinal /2.

2. O Costume ou Terno

Os costumes ou ternos, quando mais elaborados, são normalmente confeccionados com lã. Derivada do pêlo de ovelhas e carneiros, principalmente, a lã é uma fibra de origem animal. Depois de extraída, a lã é processada, passa por um processo de limpeza e coloração e só depois processada industrialmente para o uso têxtil. Seus principais atributos são o bom isolamento térmico, grande capacidade de absorção, elasticidade, além de ser confortável e não amassar.

A matéria-prima

Super 100, Super 120. O que é isso?

É praticamente impossível medir o diâmetro ou espessura do fio, por causa da fácil deformação da secção. Sendo assim, utiliza-se o método da titulagem. O título do fio é a relação entre a massa (m) e o comprimento (c) ou a relação inversa onde, dependendo do sistema, um deles (m ou c) é fixo e o outro variável. As unidades utilizadas são as seguintes:

  1. Tex: Massa, em gramas, de um fio por 1.000 metros de comprimento.
  2. Decitex: Massa, em gramas, de um fio por 10.000 metros de comprimento. É a unidade reconhecida pelas organizações internacionais da indústria de fibras sintéticas e artificiais.
  3. Denier: Massa de um fio em gramas por 9.000 metros de comprimento.
  4. Nm: Comprimento de um fio em metros por 1 grama de massa.
  5. Ne: Número de meadas de fio com o comprimento de 840 jardas até perfazer uma libra inglesa de massa.

Mas o que você precisa mesmo saber de todo esse bla-bla-bla é que quanto maior o número, ou titulagem (fio 40, 50, 80, 100, 120) melhor é a qualidade do tecido, já que a espessura do fio é mais fina, exigindo uma maior quantidade de fios por centímetro quadrado de tecido. Neste aspecto, a durabilidade, toque e caimento, tornam-se superiores.

3. A Gravata

As melhores gravatas são aquelas feitas de seda. Nada contra a versão mais barata de poliéster que você acabou de comprar, mas pense que para fazer aquele nó indefectível, as peças de seda são bem mais adequadas, sem contar o brilho elegante e discreto desse tecido.

A seda é uma fibra proteica, obtida a partir dos casulos do bicho-da-seda por um processo chamado sericicultura. A fibra de seda natural é um filamento contínuo da proteína, produzido pelas lagartas de certos tipos de mariposas. Na sericicultura, os casulos são mergulhados em água quente para liberar os filamentos da substância chamada sericina.

Os filamentos são combinados para formar fios, que são enrolados e finalmente secos. Cada casulo pode render de 450 a 1000 metros de seda, e para produzir 1kg de seda, são necessários cerca de 5 kg de casulos. Daí o elevado preço dessa matéria prima.

Agora já dá para comprar de maneira mais consciente, né?

(Fonte: http://www.mistermagazine.com.br/saiba-escolher-melhor-o-tecido-da-sua-roupa-social/, data de acesso 10/06/2017)

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Hora H: conheça os tecidos utilizados na camisaria

RICARDO OLIVEROS Da coluna Hora H 16/03/2010 06h01

Os tecidos mais empregados na confecção de camisas são:

1. Herringbone ou Escama

O desenho da textura do tecido se parece com uma espinha de peixe. É muito usado nas camisas masculinas por ser uma alternativa aos tecidos lisos. Vai bem tanto no social quanto no casual.

2. Tricoline

É um dos tecidos mais utilizados em camisaria. Sabe aquela camisa básica branca (bem branca)? Em 99% dos casos, é feita de tricoline. Neste caso, a qualidade do algodão pode variar, desde o algodão básico ao algodão egípcio.

3. Fil a Fil

Tecido composto por um fio tingido da cor predominante do tecido e outro fio branco, produzindo um efeito mesclado ao tecido. De toque suave, é agradável para usar durante o ano todo.

4. Oxford

Tecido encorpado de origem inglesa. O entrelaçamento dos fios é composto sempre por um fio branco e outro colorido, que forma um efeito cheio de pontinhos no tecido. Diferentemente do Fil a Fil, o Oxford é um tecido bem encorpado e muito usado na camisaria esporte.

5. Pin Point

É semelhante ao Oxford, porém com um toque mais suave e os pontos do tecido são menores.

Para o estilista Christiano D’Carlos, especializado em camisas sob medida, os tecidos com texturas, também conhecidos como maquinetados, são ótimas opções para camisas brancas. “Temos de vários tipos desde os falsos lisos, canelados ou com efeito de listras em contraste. As possibilidades são infinitas e dão um toque extra ao básico branco”.

O linho e a cambraia também são muito empregados na camisaria, porém, faz parte do tipo de tecido o aspecto amassado e certa transparência, adverte o estilista.

(Fonte: https://estilo.uol.com.br/moda/noticias/redacao/2010/03/16/hora-h-conheca-os-tecidos-utilizados-na-camisaria.htm, data de acesso 10/06/2017)

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jun 15

Infarto do coração

Definição

O infarto agudo do miocárdio (popularmente chamado de ataque do coração ou ataque cardíaco) ocorre devido à uma obstrução da artéria que vasculariza o coração, chamada de artéria coronária. O resultado desta oclusão é a morte do tecido do coração (necrose isquêmica), uma vez que este não é mais irrigado, mais “alimentado” com sangue rico em oxigênio. Quando uma pequena parte do coração é atingida, pode-se estabelecer uma insuficiência cardíaca. Por outro lado, se a necrose for significativa, ocorre uma parada cardíaca, muitas vezes fatal.

Os sintomas de um infarto do coração são muitos semelhantes aos da angina do peito. Mas durante o infarto, a circulação coronária está completamente parada, ao contrário da angina, no qual o fluxo sanguíneo coronariano é reduzido.

Em casos de infarto do coração, o objetivo é aliviar a dor, mas principalmente, salvar a vida do paciente. Uma vez que o paciente tiver melhorado, ele terá que seguir com uma administração de medicamentos adequada para prevenir complicações e recidivas.

Parentes também podem ser avisados para saber reconhecer rapidamente um início de infarto do coração, para agir rapidamente, e não apenas salvar a vida dos pacientes, mas também para prevenir as complicações de um infarto do coração.

Durante o infarto do miocárdio, a hospitalização de emergência ainda é necessária.

Epidemiologia

O infarto do coração é uma das principais causas de morte dos países desenvolvidos e sua ocorrência está muito ligada ao estilo de vida e dieta adotada pelos indivíduos. O infarto está associado a um grande número de mortes.

Estima-se que no Brasil apenas metade dos infartados chegam com vida ao hospital. De acordo com dados do Ministério de Saúde, DATASUS, os números no Brasil são preocupantes:

  • Estima-se que 25% das mortes no país são causadas por infarto;
  • Cerca de 66.000 pessoas morrem por ano devido ao infarto;
  • Entre 1998 e 2005 o número de internações por infarto aumentou 65%;
  • Entre 1998 e 2003 o número de mortes aumentou 10%.

É importante ressaltar que o número de mulheres acometidas por infarto tem aumentado nos últimos anos. Outro fato alarmante é que as doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC, são a principal causa de morte no país, correspondendo a 33% do total de mortes. Em média, de cada 10 vítimas, 6 são do sexo masculino.

Causas

A principal causa de infarto do miocárdio é a trombose coronariana de um músculo do coração. A artéria do coração é completamente bloqueada, não podendo levar sangue para o coração. O músculo cardíaco não é irrigado em algumas áreas, o tecido morre e torna-se necrótico.

Uma causa incomum de infarto do coração é o espasmo de uma artéria coronariana que acaba por bloquear o fluxo sanguíneo ao coração. Drogas, como a cocaína, podem ocasionar esse espasmo. Outra causa rara de infarto é o bloqueio dos vasos por coágulos sanguíneos ou tumores (metástases) de outras partes do corpo (chamado de embolismo coronariano).

Os fatores de risco para o infarto do coração são divididos em fatores não modificáveis (idade, sexo, genética) e fatores de risco modificáveis (estilo de vida: obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, colesterol alto, alimentação, tabagismo e estresse).

Assim, melhorar os fatores de risco modificáveis do infarto do coração é parte de um programa de prevenção da doença.

Segundo um estudo australiano publicado em maio de 2014, o principal fator de risco que afeta o coração das mulheres com mais de 30 anos é a falta de exercício físico. Antes dos 30 anos, o principal fator de risco é o tabagismo.

Desaparecimento de um ente querido

O desaparecimento de um ente querido: na verdade, o risco de ter um ataque cardíaco (e um AVC) aumenta acentuadamente com o desaparecimento de um ente querido e diminui nas quatro semanas após a morte dessa pessoa, de acordo com um estudo publicado em Janeiro de 2012, nos Estados Unidos.

Esta pesquisa realizada com 1.985 adultos que sobreviveram a um ataque cardíaco mostra que após a morte de alguém próximo, o risco de um acidente cardiovascular é de 21 vezes maior que o normal, no primeiro dia após a notícia ruim e ainda quase seis vezes maior na primeira semana. Em seguida, esse risco continua a declinar acentuadamente durante o mês.

“Os enfermeiros e médicos, bem como as pessoas que estão de luto, possuem um maior risco de sofrerem um ataque cardíaco nos primeiros dias e semanas depois de saber da morte de ente querido”, explica o Dr. Murray Mittleman, cardiologista e epidemiologista da Faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts), um dos principais autores deste trabalho.

Gripe e infarto do miocárdio

A gripe pode, de forma surpreendente, aumentar o risco de um infarto do miocárdio. Verifica-se realmente um aumento durante a época da gripe (em geral no inverno), de cerca de 20 % nas doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio.

Embora as causas não sejam ainda completamente conhecidas, uma possível explicação apresentada por investigadores brasileiros, em março de 2012, poderá advir do fato de que o vírus da gripe promove rupturas do endotélio (tecido que envolve os vasos sanguíneos), que favorecem a formação da placa de colesterol e, deste modo, a acumulação de coágulos sanguíneos poderá provocar um infarto ou outras doenças cardiovasculares.

As pessoas com riscos cardiovasculares devem, por conseguinte, ser vacinadas contra a gripe, pois estima-se que esse gesto permite a redução de cerca de 30 % do risco de virem a sofrer um infarto do miocárdio.

Sono e o risco cardíaco

Diversos estudos dos EUA publicados em 2010 e 2012 mostraram que dormir menos do que 6 horas e mais do que 8 horas por noite pode aumentar o risco cardíaco incluindo o risco de desenvolvimento de infarto do miocárdio. Parece que uma média de sete horas de sono por noite pode ser uma ótima recomendação de prevenção contra o infarto do miocárdio. Sabe-se também que as pessoas que dormem 5 horas ou menos por noite têm risco muito maior de sofrer infarto do miocárdio. Na verdade, o grupo de maior risco, de acordo com esse estudo, são pessoas com menos de 60 anos que dormiam menos do que 5 horas por noite: o risco delas desenvolverem doenças cardiovasculares é mais do que o triplo comparado àquelas que dormiam sete horas.

Ainda não são exatamente claras as relações entre o sono e os distúrbios cardiovasculares.

O consumo de cálcio em excesso

O consumo excessivo de cálcio. Na verdade, um estudo alemão publicado em 2012 mostrou que mais do que 1g (ou 1.000 mg) por dia de cálcio como suplemento alimentar foi associado a um maior risco de sofrer um infarto do coração. Este estudo foi realizado com aproximadamente 24.000 pessoas durante mais de 10 anos e o risco de ataque cardíaco (infarto do coração) era 84% mais elevado em pessoas que tomam mais de 1,0 gramas de cálcio em comparação com aquelas que tomaram 1,0 gramas por dia ou menos.

Outro estudo publicado em 2010 pelo British Medical Journal (BMJ) já havia identificado esse risco. Segundo um estudo de 11 ensaios envolvendo 12.000 pessoas, tomar comprimidos de cálcio está associado a um risco aumentado da frequência cardíaca de aproximadamente 25 a 30%.

Tabagismo e risco cardíaco

Um estudo europeu divulgado em um congresso de cardiologia em Barcelona em setembro de 2014, envolvendo mais de 6.000 pacientes acometidos por infarto do coração em Berlim (Alemanha), mostrou que mais de três quartos das pessoas que sofreram um infarto cardíaco antes dos 55 anos eram fumantes.

Um estudo britânico publicado na revista especializada Heart em 29 de novembro de 2016 mostrou que todos os fumantes que participaram do estudo tinham um risco maior de sofrer de um ataque cardíaco quando comparados com aqueles que não fumavam. O risco foi particularmente elevado entre as pessoas com menos de 50 anos. Na verdade, antes dos 50 anos o risco foi 8,5 vezes maior em comparação com aqueles que não fumavam. Entre os 50 e 65 anos, o risco foi 5 vezes superior e aos 65 anos foi 3,5 vezes mais elevado. Este estudo britânico foi conduzido sob a direção do Dr. Ever Grech do hospital Norther com sede em Sheffield, Inglaterra. Eles analisaram dados de mais de 1.700 adultos que tiveram ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

AINEs e infarto do coração

A ingestão de medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) tais como ibuprofeno, o diclofenaco, o celecoxibe ou o naproxeno. De acordo com a agência americana de medicamentos (FDA) que emitiu um comunicado em julho de 2015, os AINEs podem aumentar o risco de infarto do coração (e de acidente vascular cerebral). A FDA revisou vários estudos científicos para chegar a estas conclusões. A novidade deste trabalho de pesquisa norte-americano é que cada indivíduo que toma os AINEs, sem necessariamente ter risco cardiovascular, tem um risco aumentado de sofrer um infarto ou AVC. Em outras palavras, todo mundo está em risco. Este trabalho da FDA também descobriu que quanto maior a dose, maior o aumento no risco de infarto.

Grupos de risco

As pessoas mais susceptíveis a desenvolverem um infarto do coração são: homens, idosos e pessoas com histórico familiar de infarto do coração antes dos 60 anos de idade.

Isso é chamado de fatores de risco não modificáveis do infarto do miocárdio:

  • Idade;
  • Sexo;
  • Hereditariedade;

Há também os fatores modificáveis que influenciam a ocorrência de um infarto do miocárdio. Estes fatores são:

  • Sedentário;
  • Alimentação;
  • Tabagismo;
  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso, obesidade;
  • Stress
  • Psóriase
  • Insuficiência renal crônica

Idade e Sexo

Homens acima de 50 anos e mulheres depois dos 60 anos podem mais facilmente sofrer de um infarto do miocárdio.

De fato, as mulheres, por causa dos estrogênios (hormônios femininos) estão protegidas até a menopausa contra o infarto do miocárdio – o estrogênio possui um efeito protetor sobre as artérias coronárias. No entanto, após a menopausa, ocorre uma redução na produção de estrogênio, podendo as mulheres além dos 60 anos também sofrerem de infarto do miocárdio.

Segundo um estudo australiano publicado em maio de 2014, o principal fator de risco que afeta o coração das mulheres com mais de 30 anos é a falta de exercício físico. Antes dos 30 anos, o principal fator de risco é o tabagismo.

Hereditariedade

Há famílias de “cardíacos” que são mais propensos a terem um infarto do miocárdio. Essas pessoas devem prestar particular atenção ao estilo de vida para evitar um infarto do coração.

Sedentarismo

O sedentarismo favorece a obesidade, que então pode causar o surgimento de um infarto do miocárdio. Além disso, a pratica constante de atividades físicas leva a melhora da performance cardiovascular, o que acaba por prevenir o infarto.

Alimentação

As gorduras devem ser evitadas por causa do seu colesterol e das gorduras neutras (triglicerídeos). Estas gorduras consumidas em excesso, são depositadas progressivamente nas artérias, causando ao longo do tempo, a aterosclerose, que é a causa do infarto do miocárdio. Não é necessário parar de comer coisas gordurosas, mas deve-se limitar seu consumo.

Evite o álcool. No entanto, o vinho tinto tem um efeito protetor sobre os vasos sanguíneos do coração, mas deve-se tomar apenas de 1 a 2 taças de vinho tinto por dia!

Tabagismo

O tabagismo é um fator de risco conhecido para a doença cardíaca, que favorece a aterosclerose nas artérias do coração. O fumante é exposto a um risco três vezes maior de sofrer um infarto do miocárdio do que os não fumantes.
Não é só o fumo que prejudica a saúde dos fumantes, mas também representa um fator de risco a exposição ao fumo passivo.

Hipertensão arterial

A hipertensão arterial sobrecarrega as artérias. Isso provoca um alto risco de aterosclerose e, portanto, do infarto do miocárdio. Ao medir a pressão arterial, são realizadas duas medições, a medição das pressões sistólica e diastólica.

A pressão sistólica deve estar entre 120 e 140 (mmHg).

A pressão diastólica deve estar entre 80 e 90 (mmHg).

Note que uma medida no dia não significa muito, devido ao fato da pressão variar ao longo do dia. Se a pressão arterial ultrapassar os limites em várias ocasiões, falamos de hipertensão.

Diabetes

A diabetes é uma doença insidiosa, silenciosa e pode levar a várias complicações, tais como, aterosclerose e infarto do coração. Portanto, prevenindo-se a diabetes (tipo II), reduz assim os problemas cardiovasculares.

Sobrepeso – Obesidade

Embora menos da metade da população brasileira esteja com excesso de peso, esse é um fenômeno que afeta uma grande parte dos brasileiros. O excesso de peso é um fator de risco modificável para a doença cardíaca coronariana.

Deve-se levar em conta não somente o IMC (Índice de Massa Corporal), mas a circunferência abdominal também. O IMC, que é a relação entre o peso e a altura ao quadrado, deve estar entre 19 e 25, enquanto que a circunferência abdominal em mulheres não deve exceder 88 cm e, nos homens deve ser inferior a 102 cm.

  • IMC de 19 a 25: peso normal, situação ideal
  • IMC de 25 a 30: sobrepeso
  • IMC de 30 a 35: obesidade
  • IMC acima de 35: obesidade mórbida.

Estresse

O stress pode aumentar a pressão arterial e de repente ser um fator de risco para o infarto do miocárdio. Nós não estamos falando do stress “normal”, o que você sente antes de subir no palco, mas do stress vivido constantemente, causado por estresse psicológico e nervosismo diário.

Uso de drogas ilícitas

Drogas estimulantes, como cocaína e anfetaminas podem desencadear um espasmo de uma artéria coronária e provocar infarto do miocárdio.

Sintomas

O infarto do miocárdio é uma emergência médica absoluta, contate o quanto antes os serviços de atendimento de emergência em caso de sintomas ou sinais suspeitos. Aprofundar a leitura no final da página.

Infarto do miocárdio silencioso

Um infarto do miocárdio pode se caracterizar por sintomas, mas essa não é uma condição imprescindível. Em cerca da metade dos casos de infarto do miocárdio, a pessoa não sente qualquer sintoma, falando-se igualmente de infarto do miocárdio silencioso ou de crise cardíaca silenciosa. Esta última pode igualmente ser fatal, em outros termos, mesmo sem a presença de sintomas clínicos (aprofundar a leitura a seguir) o infarto do miocárdio pode ser mortal.

O médico pode detectar um infarto do miocárdio graças a métodos de diagnóstico como o eletrocardiograma (ECG).

De acordo com um estudo americano realizado pelo Wake Forest Baptist Medical Center, nos Estados Unidos, envolvendo mais de 9.000 participantes, cerca da metade dos participantes não apresentou sinais clínicos no infarto do miocárdio. Ao procederem ao detalhamento, os cientistas observaram que cerca de 9 anos após o início da pesquisa, 386 participantes sofreram um infarto do miocárdio com sintomas clínicos e 317 passaram por uma crise cardíaca silenciosa (assintomática). Segundo os pesquisadores, sofrer uma crise cardíaca silenciosa aumenta para um fator 3 o risco de óbito decorrente de uma doença cardíaca. Este estudo igualmente mostrou que os homens têm mais frequentemente crises cardíacas silenciosas que as mulheres, embora elas provoquem mais óbitos junto ao sexo feminino. Este estudo foi publicado em maio de 2016, na revista científica de referência American Heart Association’s journal Circulation.

Sintomas de infarto do miocárdio (caso presentes)

Observação: aprofundar a leitura a seguir para compreender as diferenças entre os homens e as mulheres no tocante aos sintomas do infarto do miocárdio.

Um infarto do miocárdio pode ser percebido através de alguns sinais ou sintomas clínicos:

  • dor violenta no peito
  • dor que irradia em direção ao ombro e ao braço esquerdo
  • dor que dura mais de 15 minutos, apesar de um repouso
  • dor que persiste, apesar da ingestão de nitroglicerina
  • angústia ou ansiedade
  • dificuldade para respirar (com ou sem dor no peito). Este sintoma é mais frequente em pessoas com idade superior a 65 anos e junto aos diabéticos
  • palidez
  • náuseas e vômitos
  • eventuais perdas de consciência
  • transpiração excessiva
  • batimentos cardíacos acelerados
  • distúrbios digestivos

Surgimento e duração dos sintomas

Os sintomas podem durar de alguns minutos a algumas horas. Eles podem aparecer, desaparecer e surgir novamente.

Diferenças entre homens e mulheres

Nos homens, em 90% dos casos (quando os sintomas se manifestam), os sintomas do infarto do miocárdio são claros e se caracterizam especialmente por uma dor violenta e intensa no peito, que irradia para o braço e para o ombro esquerdo. Com frequência, ocorre forte transpiração.

Junto às mulheres, os sintomas do infarto do miocárdio são em 70% dos casos pouco marcantes ao nível da intensidade, manifestando-se igualmente na forma de dor nas costas, distúrbios do sono, dores no pescoço e na mandíbula, fadiga, queimação no estômago ou náuseas e vômitos. Esses sintomas pouco específicos são frequentemente confundidos com outras doenças.

Como sabemos que o infarto é uma emergência médica absoluta, cada minuto é fundamental para salvar a vida do paciente, as mulheres correm assim um risco superior em comparação aos homens neste momento crucial.

De acordo com um estudo inglês, as mulheres levam em média 12,5 minutos a mais que os homens para chegarem aos serviços de emergência após um infarto do miocárdio.

Sintomas bem antes do infarto do miocárdio

Junto às mulheres, os primeiros sintomas ou sinais de um infarto do miocárdio podem se manifestar vários meses antes da crise. Segundo pesquisas, a maioria das mulheres se queixou de sintomas significativos até 12 meses antes da crise cardíaca. Estes sintomas são muito amiúde uma fadiga (inabitual), distúrbios do sono e dificuldade para respirar. Outros sintomas podem estar presentes, tais como formigamentos nos braços, dores, ansiedade ou ainda distúrbios digestivos.

No homem, alguns sinais podem anunciar uma cardiopatia, tais como disfunções eréteis, calvície precoce ou traços semelhantes a cicatriz no lóbulo da orelha.

Infarto do miocárdio, as reações que salvam

A rapidez na reação é o fator mais importante no salvamento de alguém acometido de um infarto do miocárdio. É preciso:

  • rapidamente telefonar para o serviço de emergência
  • informar o nome da pessoa em questão e a sua localização
  • elevar a parte superior do corpo da pessoa em questão, com o auxílio de almofadas, por exemplo.
  • ajudá-la a respirar, retirando tudo o que puder atrapalhá-la, tal como uma gravata.
  • enquanto se aguarda o socorro, se a pessoa em questão estiver consciente. Recomenda-se fazê-la ingerir aspirina esmagada ou fazer com que ela a mastigue (dosagem de 325 mg para um adulto), salvo em caso de alergia a este medicamento ou de contraindicações. A aspirina ajuda a reduzir os danos ao nível do coração, causados pelo infarto.

Aconselha-se consumir aspirina mastigável para acelerar a entrada do princípio ativo no sangue, mais eficaz que a ingestão de comprimido de forma clássica. A pessoa afetada pode igualmente consumir nitroglicerina, caso este medicamento tenha sido prescrito e recomendado por um médico.

  • se a pessoa em questão ficar inconsciente, realizar uma reanimação cardiopulmonar (RCP, em inglês CPR).

Enquanto se espera socorro, o serviço de emergência pode lhe orientar sobre a prática da RCP.

Diagnóstico

O diagnóstico de infarto do coração é através da anamnese dos sintomas do paciente e, se isso não for suficiente, é feito um eletrocardiograma (ECG).

Eletrocardiograma (ECG)

O eletrocardiograma (ECG) diagnostica ou confirma o diagnóstico de infarto do coração. Na verdade, as ondas descritas no eletrocardiograma, características de um infarto, mostra a atividade anormal do coração.

O médico pode realizar uma angiografia, uma técnica de imagiologia médica para observar os vasos sanguíneos.

As análises biológicas

Através de exames de sangue é possível pesquisar por proteínas específicas no músculo cardíaco, os CPK MB e troponina I ou T, após 6 horas de ocorrência de um infarto do coração. Esta análise irá principalmente confirmar o diagnóstico. Nunca aguarde os resultados desta análise para iniciar o tratamento contra o infarto. De fato, durante um infarto do coração, o tempo trabalha contra o paciente. Temos de agir rapidamente para evitar as consequências da doença e salvar a vida do paciente.

Atenção, alguns testes cardíacos realizados regularmente, como a angiografia, nem sempre detectam o risco de problemas cardíacos ou infarto, especialmente entre as mulheres. É importante ir a um cardiologista ou médico com grande conhecimento do risco cardíaco feminino. Ao praticar algumas análises sanguíneas, além dos testes cardíacos tradicionais, o médico pode eventualmente identificar proteínas e enzimas específicas de distúrbios do músculo cardíaco.

Complicações

As complicações de um infarto do coração são:

  • A ocorrência de insuficiência cardíaca;
  • Arritmia cardíaca;
  • Problemas nas válvulas cardíacas;
  • Ruptura de áreas enfraquecidas do coração (normalmente fatal);
  • Tromboembolia pulmonar e sistêmica;
  • Aneurisma cardíaco;
  • A parada cardíaca;
  • Morte.

Tratamentos

O tratamento do infarto do miocárdio é diferente na crise aguda e na prevenção de uma recidiva.

Crise Aguda do infarto do coração

Durante a crise aguda do infarto do miocárdio, é fundamental agir rapidamente. A velocidade do tratamento determinará não só a sobrevivência do paciente, mas também da repercussão das eventuais sequelas.

Um infarto do coração é uma emergência médica. É sempre, necessário chamar uma ambulância, para que o paciente seja rapidamente atendido e seja levado ao hospital. Assim, quando alguém se queixa de dor no peito que irradia para o braço esquerdo e ombro, deve-se chamar imediatamente uma ambulância.

Depois de um eletrocardiograma, o médico dará ao paciente medicamentos de emergência. Em geral, o tratamento medicamentoso é feito com a administração de analgésicos, tranquilizantes para acalmar a ansiedade (diazepam) e injeção local de trombolíticos para dissolver o coágulo de sangue como aspirina e clopidogrel 300mg. O médico também utiliza derivados de nitratos que são antiarrítmicos.

Em seguida, é possível efetuar uma angioplastia. A angioplastia consiste na dilatação da artéria entupida, com a ajuda de um balão que infla. O médico coloca um stent, que é um objeto metálico que permite manter a estrutura da artéria, fazendo com que o sangue flua e irrigue o coração.

Tratamento básico após um infarto do coração

Uma vez que, o paciente tenha se recuperado, ele terá que se cuidar e fazer uso de uma medicação adequada para prevenir a recorrência do infarto do miocárdio.

O médico irá prescrever como tratament aspirina, clopidogrel 75mg (antiplaquetário), ou heparina que impede a coagulação sanguínea (anticoagulante), um betabloqueador ou inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) para diminuir a pressão sanguínea, e bem como as estatinas ou fibratos para prevenir o desenvolvimento de placas ateroscleróticas devido ao excesso de colesterol. Este tratamento irá prevenir a trombose e, portanto, a recorrência do infarto do miocárdio.

Além da medicação, será necessário reeducar o paciente, ou seja, corrigir os maus hábitos e dar noções de estilo de vida saudável. De fato, após um infarto do miocárdio, o coração fica enfraquecido, muitas vezes levando à uma insuficiência cardíaca. É possível dar digoxina para fortalecer o músculo cardíaco.

Deve-se considerar uma reabilitação alimentar com o estabelecimento de atividades físicas adequadas, geralmente sob supervisão médica. Na verdade, após um infarto do miocárdio, o coração não consegue mais trabalhar com a mesma intensidade de antes. Deve-se, portanto, não sobrecarregar o coração com atividades que exijam muito esforço.

Medidas cirúrgicas

Além dos tratamentos medicamentosos, o médico poderá indicar cirurgia aos pacientes, como a angioplastia coronariana e uso de stents (redes metálicas que mantém as coronárias abertas) e cirurgia cardíaca, como a ponte de safena.

Dicas

É fundamental durante o tratamento do infarto do coração, tomar a medicação com rigor, para evitar recorrências. Além disso, é necessário fazer uma consulta regularmente ao médico. O médico vai fazer exames para monitorar a condição do paciente e ajustar seu tratamento se necessário.

  • Se o paciente fizer uso de muitos medicamentos, é possível realizar um planejador semanal, para auxiliar no cumprimento do tratamento, ou seja, garantir uma tomada adequada e regular da medicação;
  • Além do tratamento medicamentoso, as mudanças no estilo de vida são recomendadas. Em um paciente que sofreu um infarto do coração, é necessário ver com seu médico as atividades físicas adequadas, pois o coração fica enfraquecido após um infarto do miocárdio. Portanto, não faça esportes bruscos ou que irão fatigar o coração.

É normal que o paciente que já teve um infarto tenha sentimentos de medo e suspeita, achando que terá um infarto a qualquer hora. É importante que, nesses casos, o paciente sempre se apoie na família e use corretamente a medicação indicada pelo médico. Não raro os pacientes podem sofrer de depressão após o infarto, com o medo de morte iminente. Programas de reabilitação cardíaca visam prevenir a depressão e melhorar a qualidade de vida do paciente após o ataque cardíaco.

Os programas de reabilitação cardíaca também visam fazer com o que o paciente perca o medo de fazer as atividades diárias normais, como exercícios físicos, trabalho e até mesmo, sexo. Muitos hospitais contam com esse tipo de apoio e aconselhamento que se baseia em medicação, mudanças no hábito de vida e acompanhamento emocional. Se você quer saber como participar desses programas, converse com um médico.

Exercício após infarto do coração

Depois de sofrer um ataque cardíaco, fazer muito exercício físico pode matar, como mostra um estudo americano publicado em agosto de 2014 no jornal “Mayo Clinic Proceedings”. O limite é de cerca de 150 minutos de esporte por semana ou 75 minutos de exercício vigoroso, ou seja, praticar esporte por mais de 150 min ou 75 min (intensivos) por semana aumenta a mortalidade em pacientes que sofreram um ataque cardíaco.

Estima-se que os pacientes com doença cardiovascular devem praticar 30 a 40 minutos de exercícios diários, quase todos os dias, mas não por mais de uma hora.

Prevenção

Uma vez que, existem fatores de risco modificáveis do infarto do miocárdio, é possível agir sobre eles. Lembre-se que os fatores de risco modificáveis do infarto do miocárdio são:

  • Sobrepeso, obesidade;
  • Alimentação;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Hipercolesterolemia;
  • Estresse.

No que diz respeito a doenças como a hipercolesterolemia, diabetes ou hipertensão, se elas forem diagnosticadas, deve-se fazer um tratamento medicamentoso para trata-las. Para a hipercolesterolemia e hipertensão, uma alimentação adequada pode reduzir ambas as doenças, promovendo uma boa atividade cardíaca.

Um estudo francês publicado em setembro de 2011 mostrou que o vinho tinto tem efeitos benéficos em pacientes operados do coração. De fato, o consumo moderado de vinho tinto (1-2 taças por dia) melhora o fluxo sanguíneo, diminui os níveis de colesterol e aumenta o nível de antioxidantes em pacientes que sofreram um infarto do coração. O estudo foi realizado com o vinho Bourgogne de garde, rico em taninos e antioxidantes.

Obesidade, sobrepeso

A obesidade e o excesso de peso pode sobrecarregar o coração, e cada vez mais, o excesso de gordura pode se acumular em vasos sanguíneos e causar a arteriosclerose.

A obesidade é medida pelo IMC, que fica entre 19 e 25. Assim, alguém medindo 1,65 metros, deve pesar no máximo 68 Kg.

Para fazer isso, é inútil acreditar em dietas da moda que reduzem o peso de uma só vez. Isso pode causar o efeito ioiô. O ideal é diminuir gradualmente a alimentação até que chegue ao peso ideal, para que esse seja mantido. Para isso, devemos prestar atenção à dieta, fazer exercícios regularmente e beber muita água.

Alimentação

Uma alimentação baixa em ácidos graxos saturados, e com antioxidantes favorece a saúde das artérias coronárias que ficam menos obstruídas. Devemos privilegiar o uso do óleo de oliva e canola, em detrimento ao óleo de girassol e manteiga. O vinho tinto também é bom para a saúde, desde que não seja consumido mais de duas taças por dia.

Preconizamos também uma alimentação rica em frutas, legumes, e peixe ao invés de carne.

Uma alimentação respectiva à pirâmide alimentar evita o sobrepeso. Assim, devemos comer legumes, cereais e frutas e, devemos diminuir o consumir de carne, de manteiga (contém ácidos graxos saturados), de gema de ovo, vísceras e frutos do mar (ricos em colesterol).

Em uma pessoa com hipertensão, deve-se evitar o excesso de sal em sua comida, porque o sal tende a aumentar a pressão sanguínea.

Nunca devemos nos privar. A privação remove a alegria. Mas é preciso moderar o consumo de alimentos ricos em colesterol, ácidos graxos saturados e sal.

Sedentarismo – Atividade Física

A atividade física não só ajuda a reduzir a obesidade, mas tem também um efeito benéfico sobre a atividade cardíaca e o humor em geral, através da liberação de endorfinas.

Como qualquer coisa em excesso, a atividade física também pode ser prejudicial em excesso. Não se deve sobrecarregar e sim manter uma regularidade. Então, faça atividade física por 30 minutos três vezes por semana, que será mais benéfica que uma atividade de duas horas, uma vez por semana.

Tabagismo

O tabagismo é um fator de risco para as doenças cardiovasculares. É, portanto aconselhável parar de fumar. Para isso, existem muitas soluções, tais com

  • Os adesivos de nicotina;
  • Gomas de mascar com nicotina;
  • Os inaladores de nicotina para manter o “gesto de fumar”;
  • Os cigarros eletrônicos sem nicotina.

O risco de doença cardiovascular após o fumo desaparece completamente após cerca de 3-5 anos após a cessação do tabagismo. Seu corpo e o ambiente (tabagismo passivo) vão agradecer por esta sábia decisão.

É importante lembrar que as pessoas que fumam passivamente, ou seja, que estão no mesmo ambiente de fumantes e acabam inalando a fumaça, têm altas chances de desenvolverem infarto, pois esta fumaça é tão tóxica quando o próprio cigarro.

Estresse

Pratique esportes e exercícios de relaxamento que ajudam a reduzir o stress e contribuem para uma vida melhor. Um estilo de vida saudável também é aconselhável, com

  • Evitar beber muito café e outros estimulantes;
  • Sair, divertir;
  • Tirar um tempo para si;
  • Cerca-se de pessoas positivas;
  • Cerca-se de livros que promovam o autodesenvolvimento;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Tirar um tempo para comer;
  • Fazer caminhadas;
  • Aprender a esvaziar e não guardar rancor, tristeza, saber falar.

Sono e infarto do coração

Um estudo científico muito interessante publicado em 2010 diz que o indivíduo deve dormir 7 horas por noite para limitar o risco de infarto do miocárdio, nem mais nem menos do que 7 horas (porque em ambos os casos, o risco de infarto foi estatisticamente maior neste estudo).

Outro estudo publicado em 2012 também mostrou que pessoas que dormem menos de 6 horas ou mais de 8 horas por noite tinham um risco maior de desenvolver infarto do miocárdio. Leia também: causas de infarto do miocárdio

Fatores de risco não modificáveis

Sobre os fatores de risco não modificáveis (idade, sexo, história familiar), é essencial conhecer os fatores de risco e aproveitar as campanhas de rastreio existentes. O seu médico ou farmacêutico irá fazer perguntas certas e fazer o teste de diabetes, colesterol e pressão arterial, para uma primeira avaliação do risco de doenças cardiovasculares.

Além disso, a circunferência abdominal, o peso e o IMC (Índice de Massa Corporal), também serão medidos.

Considerando os resultados obtidos, a pessoa será orientada pelo médico, se necessário, iniciar um tratamento. Na verdade, a hipertensão, o colesterol alto e a diabetes são chamados de “doenças silenciosas”. Portanto, a detecção precoce, é essencial para tratarmos melhor essas doenças, e também para prevenirmos complicações cardiovasculares.

As mulheres graças ao estrógeno possuem menor risco de sofrer um infarto do coração. Esses hormônios femininos realmente oferecem uma boa proteção das artérias coronárias. Por outro lado, após a menopausa, há uma diminuição da produção de estrógeno, o que causa muitos inconvenientes, como o aumento do risco de infarto do coração e maior risco de osteoporose. Assim, as mulheres não devem deixar de também adotar regras e modificações no estilo de vida, para prevenir um infarto do coração.

Gripe e infarto do miocárdio

Como já foi abordada na parte das causas do infarto. As pessoas com riscos cardiovasculares devem ser vacinadas contra a gripe, pois estima-se que esse gesto permite a redução de cerca de 30 % do risco de virem a sofrer um infarto do miocárdio.

Consulte a seção das causas de infarto para mais informações sobre a ligação entre a gripe e o infarto do miocárdio.

O chocolate amargo tem efeito preventivo sobre infarto

Como vimos na seção de fitoterapia infarto do coração, o chocolate amargo pode ter um efeito interessante na prevenção do infarto do coração. Além disso, um estudo australiano publicado em Junho de 2012, confirmou os benefícios do consumo regular de chocolate amargo na prevenção do infarto do miocárdio. O consumo diário por mais de dez anos de 100 gramas de chocolate com ao menos 70% de cacau, poderia evitar 70 eventos cardíacos fatais e 15 não fatais dentro de uma população de 10.000 pessoas.

Fibras alimentares

Um estudo publicado no final de abril de 2014 por pesquisadores de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que a ingestão de fibras aumenta o tempo de vida entre as pessoas que sofreram um infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Os indivíduos com a ingestão de alimentos muito ricos em fibras viram seu risco de ter um ataque cardíaco e um acidente vascular cerebral diminuir em cerca de 25%, em comparação com aqueles que ingeriram pouca fibra. As fibras de cereais apresentaram uma diminuição do risco cardíaco mais significativo do que outros alimentos como as frutas.

(Fonte: https://www.criasaude.com.br/infarto-do-coracao.html, data de acesso 10/06/2017)

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