dez 15

E quando a vida é um octógono?

AIDS? JÁ ERA!…
Dezembro Vermelho
Previna-se contra a AIDS…


 

 

 

Há certas figuras geométricas que bem podem representar alguns ângulos da Vida Humana. Assim é o Octógono, com seus variados ângulos, simetricamente determinados, ali todos são iguais, e estão em um círculo, onde há as laterais e o meio. Cada local tem seu significado, mas dependendo da técnica, da força da estratégia, há como dominar-se o adversário, superar as próprias expectativas e, sagrar-se CAMPEÃO, em meio a muitos ferimentos. Mas há a recompensa, além da cobrança que o público exige e se inspira na vida das pessoas vencedoras.

Mas tanto há octógonos para se tornar campeão em lutas com regras e respeitos sociais, dentro das leis, como também há o que está fora das leis, na brutalidade do salve-se quem puder. Gente má que usurpará o bem alheio e prejudicará ostensivamente os que não estar preparado, não fazem parte dos que estão autorizados a usar o octógono para atos ilícitos, que nocauteiam multidões, disfarçados de algo muito lícito.

Se nós lermos as pesquisas de notícias feitas a respeito dos praticantes deste esporte, ficaremos fãs deles, e, se assistirmos uma luta, parece que somos nós que lutamos, e que seremos os campeões. Enfim, a representatividade da luta é igual, os fins são diferentes, numa situação queremos o brilho pela admiração, noutro caso queremos que os exploradores sejam regiamente punidos e parem de nos “nocautear”.

Assim, dentro desta lógica, reflita o que você faz dentro de seu octógono, que premiação, quer alcançar?

Valendo para analisar os que estão provimos de nós, que invadem os octógonos dos outros, e é bom “ficar de olho” no que quer ser se sobrepor etc.

“Elucubrações” a parte, enviamos a seguir uns links que destacam estórias muito interessantes de campeões de UFC em seus octógonos.

Cordial abraço, da Equipe ESPAÇO HOMEM, com votos de que 2018, seja pleno de sucesso e importantes realizações, e agradecemos muito ao apoio que nos foi estiando neste ano de 2017.

Leia mais:

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dez 15

Entrevista com Dr. Marcelo Carlos de Freitas, Médico, Advogado e Perito Judicial

Perfil biográfico do Dr. Marcelo Carlos de Freitas, Médico, Advogado e Perito Judicial

  • Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC há mais de 20 anos;
  • Pós-graduado em Cardiologia;
  • Pós-graduado em Medicina Legal pela USP;
  • Pós-graduado em Medicina do Trabalho pela Universidade São Francisco;
  • Pós-graduado em Medicina de Tráfego;
  • Formado em Direito pela UNIP;
  • Perito judicial há 19 anos, atuando nas varas cíveis, federais, trabalho;
  • Atua como assistente técnico médico judicial, tendo atuado em casos famosos como Anaconda e outros.

Contato

Dr. Marcelo Carlos de Freitas

Médico, Advogado e Perito Judicial

Site: http://www.freitasefreitaspericias.com.br

Tel: (11) 2305-5891



OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da RÁDIO ESPAÇO HOMEM, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

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dez 15

Entrevista com o Professor Pós-Doutor Maurício Waldman

Professor Pós-Doutor Maurício Waldman

Perfil do Professor Pós-Doutor Maurício Waldman

  • Pós-Doutor em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo – USP
  • Pós-Doutor em Geografia pelo Instituto de Geociências – UNICAMP
  • Pós-Doutor em Meio Ambiente – PNPD – Fundação CAPES

Perfil

Maurício Waldman é antropólogo, jornalista, consultor ambiental e professor universitário. Autor de 18 livros e capítulos de livros, 32 e-books e mais de 700 artigos, textos acadêmicos e pareceres de consultoria, Waldman é ambientalista histórico do estado de São Paulo. Foi colaborador de Chico Mendes, Coordenador de Meio Ambiente em São Bernardo do Campo (SP) e Chefe da Coleta Seletiva de Lixo na capital paulista. Nos anos 1990, participou no CEDI (Centro Ecumênico de Documentação e Informação), em movimentos em defesa da Represa Billings no Grande ABC Paulista e em diversas entidades ecológicas, tais como a Assembléia Permanente de Entidades em Defesa da Natureza (APEDEMA) e o Comitê de Apoio aos Povos da Floresta de São Paulo. Sua Tese de Doutorado, Água e Metrópole: Limites e Expectativas do Tempo (USP, 2006), é um reconhecido trabalho acadêmico na área dos recursos hídricos, com foco na gestão das águas da Grande São Paulo. Em 2011, contribuiu com o texto Waters of Metropolitan Area of São Paulo: Tecnichal, Conceptual and Environmental Aspects, paper com foco na gestão das águas doces na Grande São Paulo, capítulo 56 da coletânea Sustainable Water Management in the Tropics and Subtropics: Case Studies (Coedição Brasil-Alemanha), a maior iniciativa editorial no campo dos estudos das águas. Capítulo de livro mais recente: Recursos Hídricos, Resíduos Sólidos e Matriz Energética: Notas conceituais, metodológicas e gestão ambiental (UFRGS, 2016). Maurício Waldman é Graduado em Sociologia (USP, 1982), Mestre em Antropologia (USP, 1997), Doutor em Geografia (USP, 2006), Pós Doutor em Geociências (UNICAMP, 2011), Pós Doutor em Relações Internacionais (USP, 2013) e Pós Doutor em Meio Ambiente (PNPD-CAPES, 2015).

Mais Informação:


Ouça a entrevista: Rádio Espaco Homem – 2017-12-15 – Maurício Waldman

https://drive.google.com/file/d/1TtCEqvNKYpg0U0cRwwp0EjasuRARQm_2/view?usp=sharing

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da RÁDIO ESPAÇO HOMEM, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

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dez 15

Não envergonhe a sua mãe”, por Mário Sérgio Cortella

Por Revista Pazes – Maio 14, 2017

Mário Sérgio Cortella, nascido em Londrina/PR em 05/03/1954, filósofo e escritor, com Mestrado e Doutorado em Educação, professor-titular da PUC-SP, na qual atuou por 35 anos.É autor de diversos livros nas áreas de educação, filosofia, teologia e motivação e carreira.

Ele comenta um fato ocorrido em 2012, quando uma maratonista, que poderia valer-se do descuido de um concorrente para ganhar uma maratona, alertou o concorrente e o fez chegar à vitória em primeiro lugar.

Perguntado porque agiu como agiu, ele disse: “Se eu tivesse ganho de modo desonesto, como é que eu iria contar para minha mãe.” Segundo Cortella, a mãe o último reduto que você não quer envergonhar.

(Fonte: http://www.revistapazes.com/nao-envergonhe/, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

Carlos Wizard Martins – lança mais um empreendimento: Social Bank: o futuro dos serviços financeiros no Brasil

Carlos Wizard Martins

“A maior rede de hospedagem do mundo não possui nenhum quarto de hotel. A maior rede de distribuição de filmes não possui nenhum cinema. O maior provedor de informações do mundo não cria nenhum conteúdo. Seguindo esse mesmo conceito, o Social Bank lançado recentemente já conta com 20 mil contas abertas e prevê terminar 2018 com mais de 100 mil contas em operação sem ter nenhuma agência bancária.

Essa é uma inovação tecnológica que vai ajudar o brasileiro a driblar as taxas exorbitantes cobradas pelos bancos: hoje, o Brasil tem um dos juros mais altos do planeta. Isso impossibilita que o brasileiro comum possa recorrer aos empréstimos bancários quando necessário.

O Social Bank é uma empresa de serviços financeiros que permite que as pessoas realizem qualquer tipo de transação entre si a partir de uma conta digital de pagamento. A ideia da plataforma é promover o bem colaborativo por meio de um aplicativo: ele conecta as pessoas e transforma o relacionamento com o dinheiro em algo mais saudável, humano e sem intermediários.

A ideia é que o usuário tenha à disposição todas as funcionalidades de uma instituição financeira tradicional.

No Social Bank é possível receber dinheiro, pagar as contas, sacar, realizar transferências e ainda fazer comprar com cartão físico ou virtual. Além disso, o Social Bank oferece a opção de empréstimos entre pessoas onde seus clientes podem apoiar-se financeiramente emprestando recursos com juros que variam de 1% a 2% ao mês. Outra opção é adquirir empréstimos com juros de 0,5% e valor indeterminado por pessoa.

Isso mostra que a empresa segue a tendência mundial que prevê uma redução significativa nas agências bancárias em todas as partes do mundo. É um movimento inexorável, uma vez que as fintechs têm absorvido, cada vez mais, a atenção do mercado, fazendo com que o modelo tradicional de instituições financeiras acabe se tornando obsoleto.

Uma pesquisa analisada pela consultoria Capgemini, em 2016, mostra que o número de pessoas que têm utilizado produtos ou serviços provenientes de fintechs tem crescido consideravelmente. Das 16 mil pessoas pesquisadas em todo o mundo, 63% disseram ser consumidores deste tipo de serviço. Deste total, 55% indicariam seus serviços a amigos e familiares, enquanto apenas 38% indicaria os serviços de seus bancos.

No Brasil, o número de consumidores de produtos financeiros ou de serviços ofertados por fintechs chega a 74%, sendo que desse total 69% indicariam seus serviços a amigos e familiares. Entre os principais motivos para isso, os consumidores apontam que a facilidade de uso, a rapidez dos serviços e a experiência positiva do cliente como os principais motivadores para consumir produtos ofertados pelas fintechs.

O Social Bank é um conceito de negócios revolucionário, porque muda totalmente a forma de fazermos transações financeiras. Cada vez que vou a China fico impressionado em ver como os chineses transferem dinheiro de um celular para o outro. Felizmente hoje posso dizer que, por meio do Social Bank, sou pioneiro ao apresentar essa comodidade aos brasileiros. Além de oferecer serviços a todos que já possuem contas bancárias, também atendemos milhares de pessoas que, por uma série de motivos, ou estão à margem do setor bancário tradicional ou não são suficientemente atendidas por ele. O segmento bancário mudará drasticamente nos próximos anos. As pessoas irão cada vez menos às agências bancárias e irão resolver suas necessidades financeiras com um celular na palma da mão.

O que pretendemos com isso? Gerar uma ação com grande impacto social. Esta é uma forma de mostrar que é possível praticar no Brasil taxas de juros mais condizentes com a realidade internacional, com taxas mais justas e humanas que desempenharão um importante papel social.”

(Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/social-bank-o-futuro-dos-serviços-financeiros-brasil-wizard-martins/, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

Criador do Mobilize Brasil, Ricky Ribeiro, lança livro de histórias

Diagnosticado com ELA, Ribeiro que se comunica só com as pupilas e criou maior portal de mobilidade sustentável do país, busca ajuda para financiar livro de sua trajetória

Por Metro Jornal São Paulo – segunda, 27 novembro 2017, às 06:31

Ricky Ribeiro, 37 anos, é um administrador público especializado em sustentabilidade. Em 2008, Ricky foi diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença degenerativa que, aos poucos, lhe roubou todos os movimentos – exceto os das pupilas, que ele utiliza para se comunicar por meio de software.

Em 2011, mesmo sem se mover, Ricky lançou o maior portal sobre mobilidade urbana sustentável do país, o Mobilize Brasil.

“Estava cansado de me dedicar exclusivamente ao tratamento da doença e comecei a pesquisar sobre mobilidade sustentável”, conta Ricky. Já com dificuldades para movimentar as mãos, devido à doença, era difícil a procura por sites que tratassem do assunto.

Foi aí, então, que o administrador teve a ideia de criar um portal que reunisse conteúdos sobre o tema: “oito meses depois, com ajuda de amigos e familiares, o portal foi lançado”.

Todos os detalhes sobre a criação do Mobilize Brasil e dos desafios encarados por Ricky desde a descoberta da doença são contados no livro “Movido pela Mente”, que será lançado no próximo dia 4. Relatos do próprio Ricky e entrevistas serviram de base para o livro, produzido pela escritora Gisele Mirabai.

“Contamos a trajetória dele a partir dos meios de transporte que pautaram sua vida e seu trabalho, passando por barcos, trens, ônibus, até chegar aos mais lentos, como o andador e a cadeira de rodas… É aí que sentimos na pele a perda de mobilidade de Ricky”, conta a escritora.

Financiamento

Para que o dinheiro obtido com a venda dos livros seja totalmente revertido para o portal, Ricky optou por investimento próprio para publicação e, agora, buscar reverter o valor gasto por meio de financiamento coletivo.

“Nossa primeira meta é arrecadar R$ 35 mil e, a segunda, R$ 75 mil”, explica Ricky. Até dia 9, é possível entrar no link benfeitoria.com/movidopelamente e escolher um valor a ser doado.

O portal

O Mobilize Brasil busca contribuir com a melhoria da mobilidade urbana no país. O portal contém notícias, estatísticas, mapas e outros conteúdos sobre o assunto, além de realizar campanhas para melhoria da infraestrutura das cidades brasileiras.

Serviço

Lançamento do livro no Museu da Casa Brasileira (avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano), dia 4 de dezembro, das 18h às 22h.- https://benfeitoria.com/movidopelamente

(Fonte: https://www.metrojornal.com.br/foco/2017/11/27/criador-mobilize-brasil-ricky-ribeiro-lanca-livro-de-historias.html, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

Top 10 brasileiros mais conhecidos no mundo

Adriano Lucas

A história é repleta de brasileiros com destaque internacional, e o país já é popular no mundo pelas mulheres bonitas, Carnaval e excepcional futebol. Os 10 brasileiros mais conhecidos internacionalmente na história, nesta seleção, despontaram em gerações pela brilhante música, criatividade, esporte, dentre tantos talentos especiais. Confira como o brasileiro está sendo representado lá fora.

(Fonte: https://top10mais.org/top-10-brasileiros-mais-conhecidos-internacionalmente-na-historia/, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

Pequenos indígenas vivem entre ‘homens brancos’ e se destacam na natação

Os pequenos Renan, Luan e Diogo não vivem na tribo dos Tuyukas. Eles vivem na cidade, e têm chamado à atenção pelo talento para os esportes.

4 de jun de 2017 – Provenientes da etnia Tuyuka, eles vivem entre os ‘homens brancos’, e têm se destacado como verdadeiros guerreiros no esporte. Os meninos já disputaram campeonato Norte e Nordeste de natação e, além disso, Renan e Luan também adoram futsal e capoeira. “Eles são bons em todos os esportes…

(Fonte: https://www.acritica.com/channels/esportes/news/pequenos-indigenas-vivem-entre-homens-brancos-e-se-destacam-na-natacao-e-em-varios-esportes, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

Homens fazem tricô contra estereótipos de gênero

Por Crescer online – 21/09/2016 09h41 – atualizada em 21/09/2016 12h24

Um grupo de homens engravatados se reúne para:

  1. Fazer negócios
  2. Assistir à final da UEFA depois do expediente
  3. Fazer tricô em espaços públicos para desconstruir preconceitos de gênero

Pois o grupo chileno, batizado de Hombres Tejedores (Homens Tecedores, em tradução livre), elegeu a alternativa C. Quebrando padrões com sua tecelagem colorida e despida de estereótipos, o grupo de amigos organizou uma intervenção urbana que chamou a atenção do público em Santiago, no Chile. São 12 integrantes no total, todos entre 25 e 55 anos, a maioria deles é casado e alguns também são pais. O diretor do coletivo, Claudio Castillo Malebrán, um professor de 27 anos, declarou ao blog La Citadina: “O tecer está associado à mulher porque é uma atividade vinculada aos afazeres domésticos e porque requer uma motricidade fina, coordenação e paciência. Além disso, não requere força física, mas delicadeza e criatividade”.

Ele contou que aprendeu a tricotar na faculdade: viu umas amigas tricotando e pediu a elas que o ensinassem. A partir daí, ele continuou praticamente como um autoditata, pegando tutoriais e guias passo a passo. Claudio contou também que é comum ouvir de muitos homens que eles pediam a suas mães e avós que os ensinasse a tecer, quando eram pequenos, mas que elas mesmas se negavam por considerar que se tratava de uma atividade demasiadamente feminina. “Além disso, a maioria dos homens ainda não se atreve a tricotar em espaços públicos, por medo de chacota, dos preconceitos e da possível violência verbal, física e simbólica à qual podem ser submetidos”, conta.

Além dos membros permanentes, há alguns alunos que se reúnem ao grupo esporadicamente durante oficinas. Entre um tricô e outro eles conversam, lancham e trocam experiências.

Será que os brasileiros também se animam?

(Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2016/09/homens-fazem-trico-contra-estereotipos-de-genero.html, data de acesso 10/12/2017)

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dez 15

O que você precisa saber sobre a terapia que previne o HIV, que começará a ser oferecida no Brasil

Keila Guimarães, de São Paulo para a BBC Brasil

1 dezembro 2017

A partir deste mês, o governo brasileiro irá disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) a terapia PrEP, que, por meio de um comprimido por dia, previne a infecção pelo HIV. O remédio, que tem efeitos colaterais, será reservado para casos específicos dentro de grupos de vulnerabilidade, como profissionais do sexo, pessoas transexuais, casais sorodiferentes – quando apenas um deles possui o vírus – e homens que fazem sexo com homens.

PrEP é a sigla para profilaxia pré-exposição, que impede a multiplicação do vírus nas células de defesa do organismo caso haja a contaminação. A medida é mais uma tentativa de frear a alta de infecções, que voltaram a crescer no país entre diferentes grupos, de jovens a idosos.

O medicamento não tem qualquer efeito sobre outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorréia, HPV, hepatite B, além de também não prevenir a gravidez. Por isso, não substitui a camisinha. “O preservativo continua sendo a principal estratégia de prevenção”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora-adjunta do Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

“Estamos iniciando uma nova política, e a PrEP é mais uma ferramenta à disposição. Estamos somando a terapia a um rol de tecnologias, todas voltadas para a prevenção, que terão uso combinado”, explica Aluisio Segurado, chefe do Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Participam da primeira fase da oferta do medicamento Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, o programa será gradativamente expandido para todo o país. Além do SUS, o medicamento deve ser comercializado na rede privada.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas têm HIV no país e 40 mil casos são registrados todos os anos. Os grupos onde as infecções mais crescem são homens que fazem sexo com homens, de 15 a 24 anos, e idosos acima dos 60.

Para Gianna, ter a PrEP como mais uma política de prevenção ajudará o governo a reduzir custos lá na frente.

“Não tenho dúvidas que iremos evitar várias infecções. E o custo de proteger alguém por um tempo é muito menor do que ter pessoas infectadas depois. É muito mais vantajoso para o SUS,” afirma.

Além do Brasil, países como Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido também adotaram a PrEP. O Brasil, no entanto, é um dos poucos que oferecerá a terapia no serviço público de saúde.

Ao todo foram investidos US$ 1,9 milhão para o primeiro ano do programa. Inicialmente, o governo espera atender cerca de 7 mil pessoas.

Como a terapia funciona

O medicamento que o Brasil irá utilizar é o Truvada. É necessário acompanhamento médico, já que ele pode causar problemas renais e perda de massa óssea.

O Truvada é uma combinação em um único comprimido de duas drogas antigas já usadas no tratamento do HIV – o tenofovir associado à emtricitabina – e evita a infecção naqueles que ainda não foram contaminados pelo vírus.

O medicamento não barra a entrada do vírus no organismo, mas age no seu processo de multiplicação dentro das células de defesa. É esse uso da máquina humana pelo HIV que, ao longo dos anos, destrói o sistema imunológico do indivíduo.

Quando tomado ininterruptamente, o medicamento bloqueia uma enzima chamada transcriptase reversa e, ao fazer isso, quebra o processo de reprodução do vírus dentro das células.

O medicamento demora, em média, sete dias para fazer efeito nos homens e 20 dias nas mulheres, segundo o Ministério da Saúde. Portanto, sexo sem proteção nesse período com uma pessoa infectada pode gerar contaminação.

O remédio também não pode ser abandonado de uma hora para outra. A recomendação é que seja tomado ainda por quatro semanas após a última relação sem preservativo, para evitar a possibilidade de infecção.

Como será feita a distribuição

A partir de dezembro, a terapia estará disponível em serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV, como Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou Serviços de Assistência Especializada em HIV (SAE).

O medicamento poderá ser acessado gratuitamente por pessoas de grupos considerados vulneráveis. Mas fazer parte de um desses grupos não é garantia de obtenção.

De acordo com o Ministério da Saúde, aqueles que sentem a necessidade da terapia irão passar por uma análise com profissionais da saúde, na qual serão considerados práticas sexuais, compromisso com a adesão ao medicamento e número de parceiros sexuais, entre outros fatores.

Aqueles que aderirem à PrEP precisarão passar por acompanhamento médico, com exames regulares de saúde, além de testagens para o HIV a cada três meses, e orientação frequente sobre comportamento sexual seguro.

De acordo com o governo, a terapia deverá ampliar o acesso aos serviços de saúde de uma população que nem sempre é acompanhada por eles.

“Ao buscar o serviço de saúde para utilização da PrEP, a pessoa é acolhida pelo serviço de saúde de uma forma mais ampla, recebendo todas as orientações sobre a importância de se prevenir de todas as infecções sexualmente transmissíveis, além do HIV”, disse o ministério em nota.

O medicamento também deve ser disponibilizado para venda privada, com a necessidade de apresentação de receita médica. Cada frasco com 30 comprimidos – o suficiente para um mês – custará R$ 290.

Até o momento, apenas o Truvada tem cadastro na Anvisa para ser usado na PrEP. Novas versões genéricas devem chegar no mercado em breve. “Espera-se que no futuro próximo outros fabricantes de genéricos do mesmo medicamento possam também comercializar no país”, afirmou o Ministério da Saúde.

Qual deve ser a rotina do paciente

De acordo com a Gilead, a companhia fabricante, o medicamento pode ser tomado por longos períodos de tempo.

No entanto, é necessário acompanhamento médico porque o Truvada pode causar problemas renais, além de perda de massa óssea. Outros efeitos colaterais reportados por estudos com participantes voluntários foram náusea, dor de cabeça e perda de peso.

Antes de iniciar o uso, é necessário passar por consulta médica. “É necessário fazer alguns exames, incluindo teste de HIV, teste para Hepatite B e avaliação da função renal, além de outros que o médico julgar necessários. Mas os três acima são mandatórios”, afirma Anita Campos, diretora médica da farmacêutica para os países da América do Sul.

Também é necessário testagens regulares do HIV durante o uso do medicamento. Se houver infecção no período, é preciso interromper a terapia e entrar com antirretrovirais para evitar que o vírus fique resistente às drogas para tratamento.

“Se a pessoa tomar e não souber que está infectada, o vírus pode ficar resistente, porque o tratamento tem uma terceira droga (além das duas que estão no Truvada)”, explica Campos.

(Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42176243, data de acesso 10/12/2017)

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