maio 15

A relação dos homens com a Biodiversidade e a Tecnologia

Os homens desde os primórdios dos tempos e inda assim continua um grande observador da natureza e um inventor por excelência, um continuo criador, e assim ele está preso a biodiversidade (gerada pela natureza) e a inovação a tecnológica gerada por ele, com o objetivo principal de sobreviver ou de viver em condições sempre melhores. Nos próximos dias teremos muitas datas comemorativas em relação ao meio ambiente e a relação do homem (em sua maioria) em algumas atividades que são objetivamente ligadas aos desafios da natureza.

Aqui parabenizamos todas as pessoas que trabalham nestas áreas, mas em especial queremos chamar a atenção dos homens o quanto eles são indispensáveis para que a natureza se mantenha o mais preservado possível o meio ambiente, não apenas para os outros, mas também para si mesmo, tanto como agente na preservação da natureza, quanto um dependente igual a cada habitante neste planeta.

Somos criadores e cuidadores, consumidores e dependentes para, tanto do mundo animal e vegetal, como da água e do ar limpo, desde o calor a uma intensa chuva adequada, tudo continua só para refazer e renovar as energias vitais e o descanso. Compreender que somos parte do Universo, nos faz mais felizes e ao mesmo tempo melhores cuidadores de nós mesmo, do meio ambiente, e de tudo o que nos cerca.

Comemore estas datas, faça palestras, convide amigos e amigas para um passeio ao ar livre nos intervalos de seu trabalho, ou estudo. Receba nosso fraternal abraço e o que pesquisamos nesta edição para você.

As datas comemorativas estão aqui abaixo listadas para você:

  • 22 de maio – Dia Internacional da Biodiversidade;
  • 01 de junho – Semana Mundial do Meio Ambiente;
  • 05 de junho – Dia da Ecologia;
  • 05 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente;
  • 05 de junho – Dia Nacional da Reciclagem;
  • 08 de junho – Dia do Oceanógrafo;
  • 08 de junho – Dia do Citricultor;
  • 08 de junho – Dia Mundial dos Oceanos.

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maio 15

Entrevista com o Dep. Est. SP Rafael Silva

Dep. Est. SP Rafael Silva

Dep. Est. SP Rafael Silva
(Foto: Espaço Homem)

Breve Perfil do Dep. Est. SP Rafael Silva

Rafael Silva é conhecido por sua forte atuação na fiscalização dos gastos públicos e por sua independência e seriedade como parlamentar. É formado em filosofia e pós-graduado em sociologia. Autodidata, foi professor, em cursos preparatórios, nas disciplinas de matemática, português e contabilidade. É o primeiro e único deputado deficiente visual no Brasil.

Natural de Jardinópolis-SP, Rafael começou a trabalhar ainda menino, aos 12 anos, como auxiliar de escritório. Em 1965, aos 20 anos, foi aprovado, entre os primeiros colocados, para ingressar no Banco do Brasil, quando este concurso era um dos mais difíceis e concorridos do país. Em 1986, perdeu totalmente a visão e precisou se aposentar. Mas não parou de trabalhar. Decidiu que levaria sua experiência para a vida pública e, em sua primeira disputa, foi eleito vereador em Ribeirão Preto, superando preconceito e inúmeras adversidades por sua deficiência visual.

Em dois mandatos como vereador, destacou-se pela luta em favor das pessoas mais simples e foi fundamental para colocar fim na aposentadoria especial para vereadores, que recebiam o benefício com apenas oito anos de mandato. Também trabalhou pela extinção da aposentadoria especial para deputados estaduais, mesmo antes de ser eleito para o cargo.

Como deputado, é autor de leis de grande alcance social, como oferta de 5% das vagas de concurso públicos para pessoas com deficiência, a destinação de 7% das casas populares para pessoas ou famílias com entes nessas condições e a consolidação dos direitos para pessoas com deficiência no estado de São Paulo, como assistência médica, clínica e cirúrgica, universal e gratuita, assegurado atendimento personalizado e prioritário.

É defensor histórico dos trabalhadores rurais, como os antigos boias-frias, e pelo fim das queimadas nos canaviais, lutando por condições dignas para os empregados no campo, que ganhavam apenas R$ 3 (três reais) por tonelada de cana cortada.

Rafael atua em Ribeirão Preto e região com grande empenho em favor de mais de 50 cidades, com destinação de recursos para asfaltamento de ruas, reformas e compra de equipamentos para entidades educacionais e de saúde, entre hospitais de câncer e atendimento de crianças especiais, creches, lar para idosos e Santas Casas, além de lutar pela construção de casas populares.

Foi o responsável direto pela criação da Adevirp (Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto) e pelo melhoramento e duplicação de várias rodovias, antes palco de inúmeros acidentes, muitos deles fatais. Também atuou decisivamente, em Ribeirão, pela construção do Trevão, pelo HC Criança e pela FATEC, conforme notícias do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

(Fonte: http://www.al.sp.gov.br/mini/deputados/deputado.jsp?matricula=300344)

 

TV Espaço Homem – 2017-05-15 – Dep. Est. Rafael SIlva from TV Espaço Homem on Vimeo.

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maio 15

Entrevista com Frei David Raimundo Santos, OFM

Breve Currículo de Frei David Raimundo Santos, OFM

É Diretor Executivo da Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes – rede com grande numero de pré-vestibulares comunitários em vários Estados. Há mais de 20 anos dedica-se a trabalhos populares, sobretudo na área da Educação para afrodescendentes e carentes. Atualmente tem se destacado como uma das principais figuras do cenário nacional, no debate sobre Políticas de Ações Afirmativas para Afrodescendentes nas Universidades Públicas. Tem atuado intensamente na ampliação e solidificação do sistema de cotas, tanto nas Universidades Públicas quanto em concursos de diversos órgãos públicos. Recentemente, desenvolveu e implementou cursos de português para refugiados da África. Frei David Santos é Teólogo e Filósofo, tendo tido sua Ordenação Sacerdotal 1983. Em 1994, foi eleito membro da coordenação Latino-americana e Caribenha da Pastoral do Negro. Mentor e Criador da Educafro, Frei David inclui nas Universidades, através de parcerias, em média 1.000 alunos com bolsa de estudos anualmente. Ajudou na criação do PROUNI – Projeto do Governo Federal que coloca nas universidades, através de Cotas, Afrodescendentes e Carentes. Em cinco anos colocou mais negros nas Universidades que nos 500 anos anteriores. Tem promovido fortes articulações com o governo e Instituições na inclusão do Negro no Mercado de Trabalho e no Serviço Público através de orientação para a criação de Leis Municipais e Estaduais, também pratica ações Jurídicas destinadas à obtenção da isenção de taxa de inscrição para os exames vestibulares nas Universidades públicas. Frei David Santos é um reconhecido Palestrante em Seminários Governamentais e de ONGs, com fortes ações voltadas à inclusão do Afrodescendente em nosso País e Exterior.

Contato:

Site: www.educafro.org.br

 

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maio 15

Brasileiro inova com plataforma colaborativa voltada para criação de moda

Publicado em 18-03-2017 Modificado em 18-03-2017 em 16:17

Brasileiro Alfredo Orobio, fundador da plataforma de design de moda “AwaytoMars”. Divulgação

O brasileiro Alfredo Orobio, de 28 anos, residente em Portugal, dirige uma plataforma inovadora que tem por objetivo tornar a indústria da moda mais democrática e acessível a novos talentos. Lançada em 2015, a “AwaytoMars” é aberta à contribuição de designers de todo o mundo e funciona em regime de co-criação e financiamento coletivo.
Luciana Quaresma, de Lisboa para a RFI

A ‘AwaytoMars’ é uma plataforma online que usa a internet para conectar pessoas com boas ideias no mundo inteiro. Qualquer designer pode apresentar sua contribuição. “A gente está com 8 mil pessoas hoje, de 90 países, que mandam, normalmente, mil a duas mil ideias a cada colecção”, diz Orobio. Democrática e inclusiva, a plataforma estimula a criação coletiva e a inovação.

A ideia do projeto surgiu enquanto Arobio pesquisava o comportamento de consumo de moda para o curso de mestrado que fez na Universidade de Lisboa. “Tive vontade de juntar pessoas que não teriam a oportunidade de estar no mesmo espaço físico e criativo para trabalharem juntas. A gente tem pessoas do Cazaquistão que trabalham com pessoas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Todas com um objetivo em comum, que é tirar as ideias do papel e colocar à venda”, explica.

Experiência inovadora na Lisboa Fashion Week

A ‘AwaytoMars’, mais uma vez, esteve presente na edição de 2017 da Lisboa Fashion Week, neste mês, num desfile em que cada peça foi criada no momento, provando que moda e arte andam lado a lado. A passarela serviu de estúdio e a inspiração dos criadores foi uma homenagem à capital portuguesa.

“Eu queria trazer o público, o ‘bayer’ e a imprensa para o meu ateliê, para nosso processo de criação. Eu convidei 13 artistas que escolheram Lisboa como residência para fazer uma homenagem e uma intervenção”, explica Arobio. “O que eu queria era que a emoção do momento influenciasse na arte de cada um. Então, cada pessoa que estava dentro daquela sala influenciou o artista naquela criação. É isso o que eu quero com a ‘AwaytoMars’, que todo mundo se sinta parte do processo criativo”, conta Arobio.

O brasileiro sempre teve como principal motivação apostar nas ideias do coletivo e dar espaço para novos criadores. Poder chegar ao maior número de artistas é o objetivo e, por esse motivo, expandir a ‘AwaytoMars’ é o caminho natural. “Hoje, a gente tem um escritório em Londres e faz parte da ‘Centre for Fashion Enterprise’, que é uma organização da União Europeia e da Universidade de Artes de Londres que promove marcas inovadoras”, relata o designer.

Além dos mercados já conquistados, como Inglaterra e Portugal, o Brasil é o próximo na lista da ‘AwaytoMars’. “Estamos desenvolvendo vários projetos com o Brasil […] uma coleção de calçados com uma grande marca brasileira, mas ainda é surpresa”, diz o empreendedor.

(Fonte; http://br.rfi.fr/europa/20170318-brasileiro-inova-com-plataforma-colaborativa-voltada-para-cria%C3%A7%C3%A3o-moda)

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maio 15

Quem cuida dos cuidadores de idosos?

Por Ingrid Matuoka — publicado 07/05/2017 00h02, última modificação 05/05/2017 18h40

Em 63% dos casos, os acompanhantes morrem até quatro anos antes do familiar ou amigo enfermo por quem zelam

Ingrid Matuoka

No ambulatório dos cuidadores, um espaço para dividir preocupações e encontrar tempo para si

“Quando entra um paciente no meu consultório, entram dois, ele e quem está cuidando dele. Normalmente esse cuidador fica à sombra dos nossos cuidados, nós sequer perguntamos como eles estão”, diz Fabio Campos Leonel, geriatra no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. “Quem cuida não tem tempo para se cuidar”, resume.

No Brasil, a maioria dos cuidadores de idosos enfermos ou dependentes são outros idosos, normalmente mulheres da mesma família que não recebem para isso. Os cuidadores formais são caros, por isso, a maior parte das famílias recorre a alguém próximo.

Esse cuidador se torna responsável por, todos os dias, ajudar uma mãe, um avô, um parente ou vizinho com suas necessidades básicas: tomar banho, comer, se vestir, medicamentos e transporte. Às vezes, realizam inclusive tarefas mais específicas, como aplicar injeções, fazer curativos, trocar cateter, e cuidar dos tubos de alimentação. Tudo isso, frequentemente, ao mesmo tempo em que trabalham e cuidam de seus próprios filhos, sem contar com muita ajuda de outros familiares ou dos próprios médicos.

Devido ao esforço e tempo que é demandado, esses cuidadores costumam descuidar de si próprios, abandonam o emprego, os filhos e marido, o tempo para lazer, desenvolvem insônia, depressão e ansiedade, dores nas costas e nos joelhos por causa da força física que muitas vezes precisam fazer ao trocar fraldas ou dar banho.

O desgaste chega ao ponto de 63% das vezes os cuidadores morrerem até quatro anos antes de quem estão cuidando, de acordo com uma pesquisa da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos da América. Outro estudo descobriu que cuidadores desenvolveram problemas no sistema imunológico mesmo após três anos depois de seu papel como cuidador ter acabado.

“Há uma correlação muito forte entre a saúde física e emocional de ambos”, diz Leonel explicando que quanto mais depende o paciente, mais sobrecarregado e estressado fica o cuidador. Quanto menos saudável o cuidador, mais doente fica o paciente.

Maisa Kairalla, geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP), também chama atenção para o ônus emocional. “Não é fácil ver alguém que foi um modelo para você, como um pai ou uma mãe, em situação debilitada e dependente. Também acontece o oposto, de ter que cuidar de alguém que não gosta, em um trabalho que requer capacitação e muita paciência para que os idosos não sejam vítimas de maus tratos, o que infelizmente é muito comum”.

Principalmente na última década, a mudança demográfica e no perfil de doenças no Brasil ficou mais evidente. A expectativa de vida hoje é de 74 anos, e as doenças crônicas são as responsáveis por mais de 72% das causas de mortes, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2014. Dentre a população adulta, 40%, o equivalente a 57,4 milhões de brasileiros, possui pelo menos uma doença crônica.

“É um problema de saúde pública, em que cada vez mais teremos pessoas dependendo umas das outras, sendo que muitas delas nem tem família. Precisamos começar a antecipar o cuidado para não termos uma população de cuidadores doentes cuidando de outros doentes”, alerta Leonel.

Dentre as doenças crônicas, um diagnóstico específico torna os enfermos mais dependentes: a demência, que inclui o Alzheimer. “Um dos sintomas da demência são alterações comportamentais. Isso tira a qualidade de vida do cuidador, porque o paciente fica agitado, não quer dormir, e grita, é agressivo”.

O geriatra do HC também afirma que a baixa escolaridade da população geral dificulta o acesso a recursos e direitos que possam servir de auxílio. “Mas as políticas públicas também não dão muito suporte, cada vez mais temos idosos com uma renda menor”.

Atualmente, tramita no Congresso Nacional a Reforma da Previdência que deve agravar este cenário.

Kairalla defende uma reestruturação do país, desde calçadas, transporte e farmácias até a figura do cuidador. “A criança que nasce hoje tem que entender que ela vai viver 100 anos, e que cada dia mais vamos precisar de um mercado bem treinado de cuidadores, porque o que podemos fazer de melhor pelos pacientes hoje é investir no cuidador”.

O ambulatório para cuidadores

Fabio Leonel, Dulce Mota e Lilian Morillo conversam

“Eu estava com meu amigo no quarto do hospital, dormindo, e ele acordou de madrugada querendo ir ao banheiro. Eu levantei assustado, coloquei os chinelos nele e falei pra vir comigo. Quando eu olho, um monte de sangue. Ele tinha soltado o soro da veia, eu também não lembrei. Chamei as enfermeiras e em dois minutos estava tudo resolvido. Mas e se a gente estivesse em casa? O que eu faria?”, questiona Sebastião Joaquim da Silva, 58 anos, durante uma roda de conversa em uma sala do HC, da qual participaram médicos e outros cuidadores.

A reunião faz parte do ambulatório para cuidadores, criado pelos geriatras Fabio Leonel e Lilian Morillo. A cada três meses, atendem cerca de quinze cuidadores, que geralmente não tem muitas condições financeiras, moram na periferia ou fora da cidade de São Paulo, e cerca de 90% deles são cuidadores informais, ou seja, não recebem dinheiro ou treinamento para exercer o cuidado.

“Tratamos como uma doença, abordando aspectos diferentes de maneira multiprofisisonal, com ajuda de outros médicos, psicólogos e assistentes sociais. Ensinamos desde tarefas práticas, como trocar fraldas, a rever a rede de assistência social e financeira. Eles também passam por consulta médica, porque muitas vezes não fazem isso há anos já que só têm tempo para cuidar do outro”, explica Leonel.

Os médicos deste ambulatório se mantêm atentos a todo novo paciente e seu acompanhante que chega até eles para sinais de estresse do cuidador: dores físicas, cansaço, relatos de falta de tempo e abandono da vida pessoal, entre outros. Ao conversarem, se percebem essas características, encaminham ao ambulatório.

Ana Maria Lucas, 62 anos, cuida do irmão 7 anos mais velho desde que ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há um mês e está internado desde então. Para chegar ao hospital ou à casa dele, onde ele ficará sob os cuidados dela após ter alta, Ana Maria faz várias baldeações e depende de ônibus, quando ela relata sentir “uma dor horrível” na perna esquerda, até aqui sem diagnóstico.

“Do jeito que ele está aqui, ele vai dar trabalho em casa. Ele está com as mãos enfaixadas porque quer arrancar todos os tubos. Dia desses ele colocou a mão na boca porque não queria fazer inalação. Eu chamei a enfermeira, mas ele tem tanta força que nem eu e ela conseguimos tirar a mão da boca dele. Em casa ele vai ter que usar oxigênio, como vai ser?”, diz Ana Maria.

Em determinado momento, Morillo pergunta se algum deles tem dinheiro para contratar um cuidador que possa substituí-los pelo menos em parte do dia ou ajudar com as tarefas mais pesadas. A negativa vem em coro.

Leonel explica que dividir experiências faz com que os participantes se sintam mais calmos e menos sozinhos. “Nós fazemos reuniões com as famílias dos cuidadores, procuramos atividades físicas ou hobbies para eles fazerem. Tentamos mostrar que é possível gostar de cuidar, que há um ganho narcisístico em se sentir bem e útil. O cuidador é essencial e o trabalho pode ser mais leve”.

Ao final de uma hora, Morillo conduz uma sessão de relaxamento, pedindo para eles fecharem os olhos e respirarem calmamente. “Nossa, isso tira um peso”, exclama uma das cuidadoras.

“Aqui tentamos programar uma alta hospitalar para organizar antes de sair do hospital. Procuramos igrejas ou núcleos religiosos, que costumam se ajudar muito, ou um vizinho, outra pessoa da família”, explica Morillo.

Eslane Pegar Prado, 66 anos, acompanha a mãe no hospital há 45 dias após uma trombose na perna e um tumor no estômago. “Quando ela fica agitada, eu me apavoro. A quem eu vou recorrer? E toda aquela dor que ela sente? Como eu vou fazer pra parar? É terrível”.

Dulce Martins Mota, 63 anos, por sua vez, cuida do marido que sofreu um AVC em 10 de março, e está paralisado do lado esquerdo, só se alimenta por sonda e deve perder os rins. “Aqui estamos amparados, mas e em casa? Como eu vou carregar ele? Tirar a dor? E fazer diálise? E fisioterapia?”

Durante toda a conversa, os cuidadores falaram pouco de si, de onde vieram, quais são suas maiores dificuldades, do que têm medo ou se sentem inseguros, se estão cansados.

Morillo afirma que nas próximas sessões os médicos vão começar a abordar aos poucos estes aspectos, mas essa primeira reunião é bastante representativa de quão focados no outro eles estão. Nos problemas do cuidado, em como resolvê-los, e não em como estão sobrecarregados.

“Eu me sinto mais do que um filho ou pai. Eu sou responsável por ele. Por ele eu assumo e faço tudo o que tiver que fazer”, desabafa Sebastião sobre o amigo internado. “Mas o que está me enchendo a cabeça aqui é se ele vai conseguir voltar a tomar conta de si próprio, e pra Deus colocar uma coisinha de nada de juízo na cabeça desses dos filhos dele, porque hoje ele só diz ‘minha família me abandonou, eu estou morrendo, eu quero morrer’, é só isso que ele fala”. E é só disso que os cuidadores falam.

(Fonte: https://www.cartacapital.com.br/saude/quem-cuida-dos-cuidadores-de-idosos)

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abr 15

Os Direitos Civis e Políticos não asseguram a Democracia sem os Direitos Sociais

Muita polêmica e nervosismo nos últimos dias com as revelações que demonstram, o quanto se foi enganado ao longo do tempo, posto que “aquelas autoridades” que elegemos para nos defender, na verdade demoravam multo para toda e qualquer decisão em beneficio do povo, por beneficiarem-se a si próprios, ao“ encherem as burras de dinheiros que não lhes pertenciam”. A decepção de algumas pessoas ainda crédulas, anteriormente das denúncias comprovadas, é estarrecedora. Quanto maleficio ao povo tais atos trouxera será incalculável. Nos sites de direitos humanos e em defesa da cidadania desde o Ministério Público Federal, e Estadual e outras autarquias públicas lá estão “descrevendo os direitos de todos os cidadãos” que devem ser respeitados. Rezam os conceitos que só assim se terá a democracia.
Será que até agora mulheres e homens, cidadãos brasileiros “dormiam em berço esplêndido!”, enquanto erramos saqueados pela “ ditadura da corrupção e de falsários travestidos de defensores das leis, necessários a boa ordem da justiça?” Temos que repensar e exigir que se respeitem, “o respeito aos nossos direitos de cidadania”?

Não dá apenas para se ouvir noticiários inertes atirados em um sofá! Está na hora de se reunir com amigos e debater, e além disto buscar e exigir soluções que espera=se sejam justas do “judiciário, em sua corte máxima”, extinguindo quaisquer chances “desses malfeitores do país! Voltarem a ter acesso as “coisas e cargos públicos.”

Enquanto isto, vamos exorcizando a nossa nação com orações e decisões para superarmos tais desastres políticos e econômicos de nosso país, independente de siglas, vamos assumir o poder de Cidadania Brasileira, essa é apenas uma sugestão diante dos conceitos abaixo que desaviamos. Vale “re-pensar” e “re-agir” antes que seja tudo irreversível.

Nosso fraternal abraço, e aqui as pesquisas que fizemos para você nesta edição, além das entrevistas destes cidadãos engajados, que trazemos para a TV e a Rádio ESPAÇO HOMEM. Elisabeth Mariano e Equipe ESPAÇO HOMEM.

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abr 15

Entrevista com o Dr. Nevton de Oliveira Rocha, médico, radialista e empresário

Dr. Nevton de Oliveira Rocha

Breve Currículo do Dr. Nevton de Oliveira Rocha, médico, radialista e empresário

  • Apresentador do programa: Motivação e Saúde
  • Médico, formado pela Santa Casa de São Paulo, com residência médica em ginecologia e obstetrícia também na Santa Casa
  • Diretor-presidente do Grupo Geração Saúde vem desenvolvendo palestras sobre medicina preventiva gratuitamente em todo território nacional.
  • Diretor-presidente da Academia de Sucesso, que ministra palestras sobre motivação e sucesso.
  • Autor de diversos artigos na área de medicina preventiva e motivação. Autor de 12 livros na área da saúde e motivacionais.
  • Fundador do cartão Open Line.

Contatos:

  • (11) 3031-3896
  • (11) 3064-3436
  • (11) 2768-2835

E-mail: openline_adm@yahoo.com.br

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abr 15

Entrevista com Eduardo Brasileiro, Educador Popular

Eduardo Brasileiro

Breve Currículo de Eduardo Brasileiro, Educador Popular.

Eduardo Brasileiro, 25 anos, morador de Itaquera. Sociologia e Política (FESPSP) e membro da articulação Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM), coletivo de paróquias da Zona Leste que em sintonia com os movimentos sociais quer debater o atual momento político e eclesial. Os desafios da igreja católica diante das mudanças socioculturais, econômicas e da missão.

Membro da Pastoral da Juventude onde agremia jovens para a ação direta por mais direitos e vida da juventude.

Contato:

Email: eduardobrasileiroc@gmail.com

Tel: (11) 95147-6991

 

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abr 15

O que é ser cidadão

Afinal, o que é ser cidadão?

Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho justo, à saúde, a uma velhice tranquila.

Como exercemos a cidadania?

Cidadania é a expressão concreta do exercício da democracia.

Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Expressa a igualdade dos indivíduos perante a lei, pertencendo a uma sociedade organizada. É a qualidade do cidadão de poder exercer o conjunto de direitos e liberdades políticas, sócio-econômicas de seu país, estando sujeito a deveres que lhe são impostos. Relaciona-se, portanto, com a participação consciente e responsável do indivíduo na sociedade, zelando para que seus direitos não sejam violados.

A cidadania instaura-se a partir dos processos de lutas que culminaram na Independência dos Estados Unidos da América do Norte e na Revolução Francesa. Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado nos deveres dos súditos e passaram a estruturá-lo a partir dos direitos do cidadão. Desse momento em diante todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e a prática de cidadania e o mundo ocidental o estendesse para a s mulheres, crianças, minorias nacionais, étnicas, sexuais, etárias.

(Fonte: http://www.dedihc.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=8, data de acesso 10/04/2017)

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abr 15

A criação da Advocacia Pública no Estado de São Paulo (14 de abril de 2004)

Segundo o Locutor Antonio Cezar (maior colecionador [RankBrasil] em Datas Comemorativas e seus porquês):

DIA DA ADVOCACIA PÚBLICA

Comemorado no Estado brasileiro de São Paulo, conforme Lei Nº 14.025 de 13 de abril de 2010, provavelmente para marcar a data da Emenda à Constituição paulista nº 19 de 14 de abril de 2004, que então unificou a advocacia pública dos paulistas, conferindo à Procuradoria Geral do Estado de São Paulo as atribuições de representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias [inclusive as de regime especial], e de exercer as atividades de consultoria e assessoria jurídica do Poder Executivo e das entidades autárquicas, exceto para o caso das universidades públicas paulistas, que continuaram sendo representadas por seus próprios órgãos jurídicos e a partir de cargos providos em comissão, não obstante o disposto no inciso V do Artigo 37 da Constituição Federal brasileira.

(Fonte: http://datascomemorativas.org/14-de-abril/, data de acesso 10/04/2017)

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